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29 de junho de 2009
Dormentes de madeira podem estar com os dias contados
Com as dificuldades para obter madeira, o dormente de concreto, aos poucos, conquistou seu espaço devido a uniformidade e durabilidade das peças, além de custo mais baixo
por Charles Q. Choi
Tim Graham Getty Images
Dormentes podem ter um impacto maior no aquecimento global dependendo do material utilizado na sua construção.
Um simples dormente de ferrovia pode não causar tanto impacto ao meio ambiente além de ser extremamente útil para manter os trilhos paralelos e unidos. Mas se considerarmos que existem milhões deles se deteriorando em todo o mundo, a quantidade de material necessário para substituí-los pode afetar os níveis de dióxido de carbono (CO2) no ar.

Dormentes de madeira exigem a derrubada de um grande número de árvores que absorvem CO2 – aproximadamente 89 mil m3 de madeira para cada milhão de dormentes. Se forem substituídos por uma versão em concreto, haverá aumento nas emissões de gases do efeito estufa por causa do combustível consumido na sua produção.

Robert H. Crawford, da University of Melbourne, na Austrália, concluiu que produzir dormentes de concreto suficientes para manter um quilômetro de trilhos alinhados por 100 anos gera de 656 a 1.312 toneladas de dióxido de carbono.
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