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| Minha mãe é uma gata! Depois de mamar em uma porca, é a vez da tigresa Sai Mai amamentar porquinhos em um zoológico na Tailândia. |
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Ao assistir a documentários que mostram o mundo sob a visão de animais como patos, por exemplo, muitos espectadores se perguntam como é que os produtores conseguiram amarrar câmeras pequeninas nas cabeças dos animais. Na verdade, as câmeras são colocadas em um aviãozinho leve que os patos acompanham – e porque querem. Os produtores aproveitam um dos truques da Mãe Natureza, o chamado “imprinting”: se você crescer pensando que sua mãe é um avião barulhento, vai aceitá-la mesmo assim.
Na metade da década de 30, o etólogo alemão Konrad Lorenz popularizou o imprinting filial, o processo pelo qual um animal recém-nascido aprende a reconhecer as características únicas de um dos pais, geralmente da mãe. Esse fenômeno foi batizado de imprinting pelo mentor de Lorenz, Oskar Heinroth, que acreditava que o estímulo sensorial com que os animais recém-nascidos se deparavam ficava imediata e irreversivelmente “estampado” (em inglês, “imprinted”) em seus cérebros. Lorenz demonstrou a idéia com seus famosos gansinhos, que passaram as primeiras horas de suas vidas com ele e conseqüentemente o seguiam por toda a parte. Mesmo adultos, os gansos preferiam a companhia das pessoas à das aves.
Os gansinhos de Lorenz são o exemplo mais conhecido do imprinting entre espécies, mas isso pode ocorrer entre outras espécies, também. Qualquer animal nascido de maneira relativamente independente – que não depende de forma integral de seus pais para obter comida ou proteção, as chamadas “espécies precoces” – precisa ser capaz de diferenciar seus pais de outros membros de sua espécie (ou de outra) para que não fique perdido, nem seja atacado. Um filhote de ganso, ou outro animal precoce, atinge esse objetivo com o instinto de se aproximar e seguir um alvo em movimento logo depois de nascer, e tem uma vaga preferência por “objetos” com determinadas características, como uma cabeça e um pescoço. Na natureza, isso favorece a escolha do gansinho por sua mãe.
Na ausência de estímulo apropriado, no entanto, praticamente qualquer objeto pode se tornar uma fonte de conforto para o recém-nascido. Uma ou duas horas após a exposição do alvo, o gansinho terá desenvolvido uma forte preferência, evitando outros objetos e mostrando sinais de aflição quando o objeto do “imprinting” não está por perto. |