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Vírus comedores de bactérias podem abastecer celulares

Melinda Wenner
ilustração de Thomas Fuchs
Em busca por fontes de energia ecológicas cientistas descobriram como retirar energia de seres vivos cada vez menores: primeiro milho, depois algas e agora bactérias. Menor ainda é o bacteriófago M13, vírus que infecta bactérias que engenheiros da University of California em Berkeley usaram para gerar eletricidade. Apesar de o dispositivo alimentado pelo vírus produzir apenas uma quantidade mínima de energia, poderá abrir o caminho para que celulares sejam carregados enquanto caminhamos.

O dispositivo depende de uma propriedade chamada piezoeletricidade, que pode traduzir a energia mecânica, por exemplo, de um tapinha, em energia elétrica. A maioria dos microfones de celulares são piezoelétricos e convertem a energia de ondas sonoras em eletricidade, transmitida e traduzida de volta em ondas sonoras no telefone receptor. O problema com esses dispositivos piezoelétricos, explica o bioengenheiro de Berkeley Seung-Wuk Lee, é que eles são feitos de metais pesados como chumbo e cádmio.

Lee e seus colegas descobriram que o M13, que tem forma de lápis, preenche todos os requisitos. Como o vírus só infecta bactérias, é seguro para humanos, além de ser barato e fácil de criar: cientistas podem conseguir trilhões de vírus de um único frasco de bactérias infectadas. O formato do vírus também é importante porque o M13 pode facilmente acomodados em folhas finas. Para melhorar a capacidade de geração de energia do M13 a equipe de Lee modificou o conteúdo de aminoácidos de sua camada de proteínas externa adicionando quatro moléculas de glutamato negativamente carregadas. Os pesquisadores empilharam camadas de vírus para amplificar o efeito piezoelétrico.

Quando os cientistas afixaram esse filme virótico de 1 centímentro quadrado a um par de eletrodos de ouro e pressionaram firmemente um deles o filme produziu eletricidade suficiente para iluminar uma tela de cristal liquido com o número 1. Apesar de ter gerado apenas uma pequena quantidade de energia – 400 milivolts, ou um quarto da energia de uma bateria AAA – biomateriais piezoelétricos
são viáveis, aponta Lee.
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