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© Kharidehal Abhirama Ashwin/Shutterstock |
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No Brasil, o jovem é obrigado a escolher a profissão aos 17 ou 18 anos, uma decisão de peso para quem acabou de ingressar na vida adulta. Para evitar uma escolha precoce e muitas vezes desencontrada, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) propõe uma reforma no sistema de educação superior do país. Em “Por uma Educação Pública de Qualidade, Diversificada e Inclusiva”, submetido ao Ministério da Educação, membros e diretores da SBF defendem a criação dos chamados ciclos seqüenciais de formação.
Nesse sistema, os estudantes recém-saídos do ensino médio não teriam que optar por uma carreira específica, mas por uma de três grandes áreas de conhecimento: Ciências Exatas e Engenharias, Ciências da Vida, ou Humanidades, Artes e Ciências Sociais. O ensino superior seria dividido em dois ciclos: no primeiro (ou fundamental) o aluno receberia os conhecimentos básicos para então passar para o ciclo profissional, com uma especialização na carreira de interesse. De acordo com a proposta da SBF, o vestibular não seria abolido. Na verdade, o aluno seria avaliado para ingressar no ciclo básico e também no profissional. Ao final do ciclo fundamental, o aluno receberia um certificado de conclusão, e então decidiria continuar os estudos ou não. A SBF também propõe um aumento na carga horária do ciclo básico, com adoção de aulas em período integral e atividades extra-curriculares.
O presidente da SBF, Alaor Silvério Chaves, afirma que a instituição sugere que a universidade ofereça um conhecimento básico mais amplo exatamente porque o treinamento específico dos profissionais tem sido feito pelas próprias empresas. “A especialização excessiva em cursos universitários tornou-se anacrônica no mundo de hoje”, afirma. Mais informações disponíveis no site da SBF: www.sbfisica.org.br. |