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Notícias |
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| 01 de outubro de 2009 |
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| Estados Unidos unificam sistema de rádio |
| Agentes de segurança pública trabalham com freqüências diferentes, que não se comunicam entre si |
| por Larry Greenemeier |
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RON AGAM Getty Images |
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| Chamando todas as unidades: em de 11 de setembro de 2001, serviços de emergência de diferentes setores tiveram dificuldade em se comunicar |
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Uma lição dos ataques de 11 de setembro de 2001 foi a importância de policiais, bombeiros e outros agentes serem capazes de se comunicar. Muitos morreram por não receber o aviso para evacuação das torres do World Trade Center prestes a cair. Para resolver esse problema, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos deu início no mês passado a um programa piloto para testar rádios multibanda que permitam aos agentes se comunicarem por meio de um número de diferentes radiofrequências. Enquanto isso, a tão esperada rede nacional de comunicação em banda larga ─ que se tornou realidade em junho, graças à liberação do espectro de radiodifusão quando o país mudou para a televisão digital ─ continua estagnada.
Os rádios das agências de segurança pública atualmente operam em frequências distintas, separadas, o que não permite, por exemplo, que um bombeiro se comunique com um policial. “Não existe uma banda única com espaço suficiente para todos os serviços de emergência”, explica David Boyd, diretor de comando, controle e interoperabilidade da Diretoria de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança. O resultado é que as agências de segurança pública foram forçadas a espalhar seus sinais nas quatro frequências disponíveis – isto é, 150, 400, 700 e 800 MHz.
Diversos fabricantes estão desenvolvendo rádios multibanda, mas no momento apenas a versão produzida pela Thales Communications, em Clarksburg, Maryland, atende aos critérios do Departamento de Segurança Interna ─ o aparelho tem aproximadamente o mesmo tamanho e peso que os rádios usados pela polícia e outros serviços de emergência e não custa mais que US$ 5 mil, o mesmo preço dos rádios de banda única de alto desempenho, encontrados no mercado. (Eles devem trabalhar também com um kit auxiliar de energia que pode ser carregado por uma bateria.)
Neste semestre, a equipe de segurança de diversas organizações ─ incluindo a Amtrak em todo o seu corredor nordeste, o metrô de Washington, D.C., o Comitê Americano de Planejamento da Segurança para as Olimpíadas de 2010 e mais 11 outras ─ começaram a usar o rádio da Thales como parte do programa do Departamento de Segurança Interna. Segundo Boyd, cada agência fará uma avaliação do rádio de campo, por meio de testes piloto com duração de no mínimo 30 dias e o governo publicará os resultados no início do próximo ano. Esse teste é, na verdade, a última das três fases de um programa para determinar a viabilidade do rádio, que já passou por um teste de laboratório e uma demonstração não-emergencial, em 2 de maio, no Kentucky Derby .
Embora a parte referente ao radiocomunicador, para melhoria da segurança pública esteja em andamento, os atendentes não terão uma banda larga para emergências tão cedo. A banda de 700 MHz (que na verdade cobre de 698 a 806 MHz), liberada durante a troca para a TV digital, tem um espaço reservado para transmissão de dados, pela Comissão Federal para Comunicações (FCC, na sigla em inglês). O chamado bloco D será utilizado para uma rede nacional em banda larga sem fio para a segurança pública, o que permitirá aos agentes de serviços de emergência municipais, estaduais e federais enviar mensagens de texto e grandes volumes de dados, como imagens e vídeos digitais. “No momento a segurança pública não conta com essa disponibilidade de banda larga”, observa Boyd.
Mas o movimento para usar o bloco D tem encontrado algumas barreiras. Por causa do alto custo de se estabelecer uma rede nacional, o governo quer uma parceria com a iniciativa privada para desenvolvê-la. A rede de banda larga sem fio proposta seria construída e utilizada tanto pelo setor público de serviços de emergência quanto por empresas privadas, que também poderiam utilizar parte da rede para fins comerciais.
Boyd explica que, embora a FCC tenha conseguido leiloar direitos de uso da antiga banda televisiva no ano passado (que alcançou US$ 20 bilhões, duas vezes mais que o esperado), no fim acabou se recusando a vender as licenças do bloco D por não ter recebido oferta aceitável de nenhum dos interessados. Harlin McEwen, presidente da empresa Public Safety Spectrum Trust (PSST), criada em 2007 pela FCC para trabalhar com a indústria no desenvolvimento da rede nacional de segurança pública em banda larga sem fio, forneceu um motivo específico: as empresas que ofereceram lances pelo espaço queriam prioridade de acesso ao bloco D, em detrimento dos serviços de emergência, mesmo em situações de crise.
Sem um candidato aceitável e com um novo presidente para a FCC ─ Julius Genachowski ─ confirmado em junho passado, McEwen informa que o leilão do bloco D foi adiado indefinidamente. Ele pretende se encontrar com Genachowski para discutir as opções oficiais da agência para o bloco D. Segundo McEwen, “outro leilão pode ser marcado com a ressalva de que o vencedor do lance terá que trabalhar com o PSST, ou poderá leiloar o bloco sem restrições, o que é improvável”.
Embora o acesso a dados em banda larga seja importante em situações de emergência, alguns especialistas não acreditam que o atraso na sua implementação prejudique seriamente a segurança pública. A comunicação por voz continuará sendo a conexão básica entre os agentes, comenta Boyd, e é por isso, que o recente programa piloto de rádio em multifrequências do Departamento de Segurança Interna é tão importante. “Dados não substituirão a voz como principal meio de comunicação em emergências, porque a interatividade da voz jamais substituirá o texto”, observa. “Em um ambiente onde é preciso utilizar os olhos e as mãos para outras tarefas, falar é fundamental”. |
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