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Notícias |
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| 14 de fevereiro de 2008 |
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| Estranho, porém verdade: A sobrevivência sem proteção no espaço é possível – pelo menos por alguns minutos |
| Mas não fique tempo demais no vácuo interestelar (nem segure a respiração) |
| por Anna Gosline |
[continuação]
O vácuo é realmente letal. Sob uma pressão extremamente baixa, o ar preso nos pulmões se expande, rasgando os frágeis tecidos que fazem a troca de gases. Isso é muito grave principalmente se a pessoa está segurando a respiração ou inspirando profundamente quando a pressão cai. A água nos tecidos moles do corpo evapora, causando inchaço, apesar de pele impedir que o corpo exploda. Os olhos também se seguram para não explodir, mas a fuga contínua de gás e vapor de água leva a um esfriamento rápido da boca e das vias respiratórias.
A água e o gás dissolvido no sangue formam bolhas nas veias principais, que viajam pelo sistema circulatório e bloqueiam o fluxo sanguíneo. Após mais ou menos um minuto, a circulação pára por completo. A falta de oxigênio no cérebro deixa a pessoa inconsciente em menos de 15 segundos, e então ela morre. “Quando a pressão fica muito baixa, não há oxigênio suficiente. Esse é a primeira preocupação, e a mais importante”, explica Buckey.
A morte não é instantânea. Por exemplo, um estudo de 1965 de pesquisadores da Base Aérea de Brooks, no Texas, demonstrou que cães expostos a uma condição próxima do vácuo por até 90 segundos sobreviveram. Durante essa exposição, eles ficaram inconscientes e paralisados. O gás expelido pelos intestinos e estomago dos animais fez com que eles defecassem, urinassem e vomitassem simultaneamente. Os cachorros também sofreram convulsões muito fortes. Suas línguas ficaram cobertas de gelo e eles incharam a ponto de parecerem “uma sacola inflada de couro de cabra”, de acordo com os autores do estudo. Mas após uma leve repressurização, os animais voltaram ao tamanho normal, começaram a respirar, e depois de 10 a 15 minutos em ambiente com pressão ao nível do mar, conseguiram andar, apesar de levarem mais alguns minutos para se recuperarem de uma cegueira aparente.
No entanto, grande parte dos cachorros que ficaram em condições próximas do vácuo por mais tempo – dois minutos ou mais – morreram. Se o coração não começasse a bater com a recompressão, eles não podiam ser reanimados. Quanto mais rápida era a descompressão, pior eram os efeitos, independentemente do tempo que eles passavam no quase-vácuo. |
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