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05 de março de 2009
Estrela rara gira alucinadamente
Telescópio espacial da Nasa capta intensos flares de raios-x e gama de uma estrela de nêutrons que gira muito rapidamente
por John Matson
NASA/Swift/Jules Halpern (Columbia University)
Halo aparente em expansão, em torno da explosão da estrela de nêutrons SGR J1550-5418, detectado pelo telescópio de Swift entre 23 e 28 de janeiro. O halo se forma à media que raios x de flares mais intensos são espalhados pelas nuvens de gás circundantes.
Magnetares são estrelas hiper densas, colapsadas, com campo magnético super intenso que completam uma rotação em 2,07 segundos. Essa velocidade as torna os mais rápidos objetos cósmicos em rotação. Para se ter idéia da densidade dessas estrelas imagine o Sol comprimido às dimensões aproximadas de Fobos, o pequeno satélite marciano (27 km por 21 km). De acordo com o catálogo de magnetares da McGill University, apenas 13 delas foram confirmadas.

O objeto ─ um tipo de estrela remanescente ─ denominado SGR J1550-5418, está no interior da pequena constelação de Norma, no hemisfério celeste sul, a 30 mil anos-luz de distância.

A sigla SGR indica que o objeto é classificado como soft gama repeater (repetidor de raios gama moles, ou menos energéticos) uma rara categoria de magnetar ─ este é sexto conhecido ─ que dispara explosões irregulares de raios-x e gama. No fim de janeiro, o SGR fez jus ao nome, produzindo uma intensa explosão de radiação, cuja emissão em raios-x foi capturada pelo Telescópio de Raios x Swift, da Nasa.

Nos últimos dois anos, astrônomos identificaram vários pulsos de raios x emitidos pelo objeto como uma série de erupções modestas, a partir de 3 de outubro de 2008, que depois arrefeceram e voltaram à carga a partir de 22 de janeiro de 2009.

“Às vezes, ocorre mais de uma centena de explosões em aproximadamente 20 minutos”, avalia Loredana Vetere, pesquisadora associada da Pennsylvania State University que trabalha no projeto Swift. “Os sinais luminosos mais intensos emitiram mais energia que o Sol em 20 anos.”

Em 2004, um flare gigantesco de outra fonte repetidora de raios gama foi tão intenso que provocou um efeito mensurável na atmosfera superior da Terra, de uma fonte à distância de 50 mil anos-luz.
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