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Resultados publicados na revista Science explicam porque todas as estrelas observadas são muito mais massivas que o Sol, enquanto que estrelas que se formam em outras regiões do espaço, normalmente têm tamanhos diferentes: a compressão pelo buraco negro aquece o gás e só uma grande massa de gás teria a gravidade necessária para vencer sua própria expansão e colapsar gerando uma estrela.
Pesquisadores não estão certos sobre o que fazer com essas estrelas, que acreditam ter cerca de seis milhões de anos. São muito jovens para terem se formado a grandes distâncias do buraco negro e espiralado em sua direção, comenta Ian Bonnell , autor do estudo e astrofísico de St. Andrews. “Elas realmente não deveriam estar lá, a menos que tivessem se formado nesse local”.
As descobertas coincidem com outras simulações indicando que grandes estrelas tendem a se formar em torno de buracos negros, muito embora haja divergências em relação aos detalhes, avalia Reinhard Genzel, diretor do Instituto Max Plank para Física Extraterrestre, em Garching, Alemanha.
O que as simulações ainda não explicam é a origem de cerca de 25 estrelas massivas distribuídas aleatoriamente ─ ainda mais para dentro do núcleo galáctico ─ que fornecem evidências importantes sobre o buraco negro da Via Láctea.
Suspeita-se que possam ser remanescentes de sistemas binários de estrelas que vagavam pelas proximidades do buraco negro e foram separadas violentamente, sendo uma delas ejetadas para fora da Via Láctea e a outra permanecendo em torno do buraco negro. “Por mais maluca que possa parecer, essa é a opção mais provável” conclui Genzel. |