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| COMBUSTÍVEL DE GRAMA: Transformar plantações de Panicum virgatum¸ como essa no nordeste de Nebraska, em etanol produz 540% mais energia que a quantidade consumida no cultivo das plantas nativas perenes. |
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Fazendeiros dos estados de Nebraska e Dakota estão contribuindo para tornar os Estados Unidos uma potência em biocombustível, plantando grandes extensões de terra pela primeira vez com a Panicum virgatum, uma gramínea perene norte-americana () que geralmente cresce nos limites das áreas agrícolas naturalmente. A planta pode produzir cinco vezes mais energia que gasta no seu cultivo.
Trabalhando em conjunto com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os fazendeiros colocaram na ponta do lápis os gastos com o desenvolvimento da semente, o fertilizante usado para impulsionar seu crescimento, o combustível usado na plantação, o volume total de chuva e, finalmente, a quantidade de grama colhida por cinco anos em campos de três a nove hectares.
Uma vez estabelecidas, as plantações produziram de 5,2 toneladas a 11,1 toneladas de fardos de grama por hectare, dependendo da precipitação pluviométrica, afirma o botânico Ken Vogel do USDA. “A produção oscila de acordo com a chuva”, afirma. "Essa espécie de grama obtém a maior parte de sua umidade durante a primavera e meio do verão. Em caso de chuvas no outono, isso não será muito bom para as colheitas daquele ano.”
Mas as safras das gramíneas, que precisam ser plantadas apenas uma vez, renderiam uma média 13,1 megajoules de energia na forma de etanol para cada megajoule de petróleo consumido – sob a forma de fertilizantes de nitrogênio ou diesel para tratores – para o seu cultivo. “É uma previsão, pois no momento não há biorrefinarias que lidem com celulose” proveniente dessa grama, observa Vogel. “Estamos bem confiantes de que a produção de etanol esteja realmente próxima.” Isso significa que o etanol da grama fornece 540% da energia usada para produzi-la, em comparação com um retorno de apenas cerca de 25% a mais de energia do etanol resultante do milho, e isso de acordo com os estudos mais otimistas. |