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31 de janeiro de 2008
Existe felicidade depois dos 40?
Novo estudo revela que a crise de meia idade é quase universal – mas não dura para sempre
por Lisa Stein
Empacado na metade da vida: um novo estudo mostra que a depressão de meia idade acontece no mundo todo.
Chegando aos 40? Aos 50? Com aquele sentimento de que a vida está passando – ou já passou por você? Ou te deixou comendo poeira no caminho? Pois você não está sozinho. Na verdade, uma nova pesquisa mostra que outras pessoas nessa faixa etária no mundo todo – ou pelo menos uma porção significativa delas – compartilham sua dor. Mas não se preocupe: se você respirar fundo e seguir em frente, as coisas vão melhorar depois de passar por esse quebra-molas da estrada da vida chamado “meia idade”.

Após coletar dados de 2 milhões de pessoas de 80 países diferentes, ao longo de 35 anos, pesquisadores do Dartmouth College em Hanover, nos Estados Unidos, e da University of Warwick em Coventry, na Inglaterra, concluíram que realmente existe um padrão nos níveis de depressão e felicidade relacionado à idade, e que nos deixa mais tristonhos nesse período da vida.

De acordo com o estudo, que deve ser publicado na revista especializada Social Science & Medicine, a felicidade segue uma curva em “U”: atinge seu nível mais alto no começo e no final da vida, e seu ponto mais baixo na meia idade.

Os pesquisadores descobriram que o pico de depressão tanto para homens quanto para mulheres no Reino Unido acontece mais ou menos aos 44 anos; nos Estados Unidos, as mulheres ficam deprimidas aos 40 anos, em média, e os homens quando chegam aos 50. Eles encontraram um padrão similar em mais 70 países.
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