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Extraterrestres talvez se revelem por vibração

Procurar por movimento poderia complementar pesquisas químicas de vida extraterrestre

Divulgação
Por Christopher Intagliata

Quando procuramos por vida além da Terra, em geral buscamos suas assinaturas químicas.

A recente descoberta de emissões de metano em Marte, por exemplo, é um possível sinal de vida bacteriana. Mas EXISTE outro meio de detectar vida. Verificar se ela se mexe.

“Tudo se move. Estou procurando por algo que eu sei que deveria estar vivo e não se move, mas até agora não vi nada parecido com isso”, comenta Giovanni Longo, um físico da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça.

“Isso é extremamente interessante, porque talvez nos forneça uma possível nova definição de vida. Se algo se move, então está vivo”, conclui.

Longo e seus colegas estudaram os movimentos de bactérias, leveduras, camundongos, humanos e células vegetais, utilizando o nanosensor em um microscópio de força atômica.

Eles descobriram que cada célula viva que observaram vibrava em sintonia com os processos metabólicos que ocorriam em seu interior. Quando alteravam algum aspecto dessa dinâmica celular, as vibrações mudavam e quando eles mataram as células na câmara de amostra, as vibrações pararam.

Os resultados foram divulgados na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. [Sandor Kasas et al, Detecting nanoscale vibrations as signature of life.]

Com sua técnica de busca por nanosensor, os pesquisadores também foram capazes de detectar as vibrações de vida em amostras de solo e de água.

Então, por que não fazer a mesma coisa em Marte?

Na realidade, um microscópio de força atômica já foi enviado para lá, a bordo da sonda Phoenix (Mars) Lander, embora ela fosse programada para fazer esses tipos de análises.

“Mas isso pode ser feito. Portanto, da próxima vez, eles podem modificá-la só um pouco”. E ao fazerem isso expandir o nosso conjunto de ferramentas de detecção de vida.

[O texto acima é uma transcrição do podcast 60-Second Science da Scientific American.

Publicado em Scientific American em 5 de janeiro de 2015.