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17 de abril de 2009
Filtro solar destrói microrganismos benéficos
Nova pesquisa mostra que nanopartículas encontradas em filtros solares, entre outros produtos, podem afetar ecossistemas
por Matthew Cimitile
ISTOCKPHOTO/INKASTUDIO
Proteção contra radiação solar: o filtro solar e suas nanopartículas podem não ser tão benéficos quanto se pensava
Nanopartículas presentes em protetor solar, cosméticos e centenas de outros produtos podem oferecer riscos ao meio ambiente, ao danificar microrganismos benéficos, segundo relatos de cientistas.

Em um estudo realizado pela Universidade de Toledo, na Espanha, pesquisadores descobriram que o nanodióxido de titânio utilizado em produtos de higiene pessoal reduz funções biológicas de bactérias após menos de uma hora de exposição. As descobertas sugerem que essas partículas ─ que acabam sendo levadas pela água do banho para estações de tratamento de água e esgoto − podem matar microrganismos que exercem funções vitais aos ecossistemas e ajudam a tratar o esgoto.

O nanodióxido de titânio é usado em muitos filtros solares e cosméticos pela sua capacidade de bloquear a luz ultravioleta, provável responsável pelo câncer de pele. No entanto, as pesquisas sugerem que esse comportamento benéfico vem acompanhado de um custo ambiental.

Em artigo apresentado na conferência anual da sociedade americana de química, em Salt Lake City, no mês passado, as pesquisadoras Cyndee Gruden e Olga Mileyeva-Biebesheimer adicionaram quantidades variáveis de nanopartículas em água contendo bactérias. As bactérias foram cultivadas em laboratórios e marcadas com verde fluorescente.
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