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Fundo produzirá células-tronco para testar medicamentos

O investimento é de 47 milhões de euros no projeto que conta com acadêmicos e indústria

Daniel Cressey e Nature News Blog
Flickr/mariopiperni
Concepção artística de pesquisa com células-tronco. 
Se ferramentas de células-tronco conseguirem tornar o desenvolvimento de medicamentos mais eficiente, elas poderiam deter o declínio do financiamento industrial para condições neurológicas, onde o desenvolvimento de medicamentos se provou especialmente caro e desafiador.

Um grupo de acadêmicos e industriais está planejando criar 1500 linhagens de células-tronco pluripotentes induzidas de 500 pacientes para avançar a descoberta de medicamentos em áreas como diabetes, demência e dor.

O projeto StemBANCC, administrado pela University of Oxford, do Reino Unido, que inclui 10 companhias farmacêuticas e 23 instituições acadêmicas, é financiada por €26 milhões da Iniciativa de Medicamentos Inovadores da União Europeia e por €21 milhões em contribuições ‘em espécie’ da indústria farmacêutica europeia. Em cinco anos o projeto derivará três linhagens de células-tronco pluripotentes induzidas a partir de amostras de pele e sangue retiradas de 500 pacientes que, espera-se, se inscreverão no projeto. Isso tornará essas células disponíveis a outros pesquisadores, e elas serão usadas pelo projeto para desenvolver novas ferramentas para o desenvolvimento de medicamentos.

Muitos pesquisadores já estão usando linhagens de células-tronco no desenvolvimento de medicamentos e para melhor compreender doenças complexas. Defensores dizem que linhagens de células-tronco humanas podem fornecer melhores maneiras de examinar potenciais moléculas de medicamentos do que modelos tradicionais, como animais ou linhagens celulares imortalizadas. Elas também são usadas em testes toxicológicos pois permitem que cientistas testem possíveis medicamentos diretamente em, por exemplo, células hepáticas ou neurônios. 

Zameel Cader, neurologista da University of Oxford e principal acadêmico do projeto StemBANCC, explica que a parte crucial dessa nova iniciativa é que essas células serão de pacientes que de fato têm as doenças em questão, além de outros que apresentam reações adversas específicas a medicamentos, e também indivíduos saudáveis ‘de controle’.

“Nós estamos tentando desenvolver um conjunto de linhagens para várias doenças importantes de  abordar”, declara Cader. “Não há nenhuma outra instituição fazendo isso na mesma escala, com o mesmo número de doenças”.

Se essas ferramentas conseguirem tornar o desenvolvimento de medicamentos mais eficiente, elas poderiam deter o declínio do financiamento industrial em condições neurológicas, para as quais o desenvolvimento de medicamentos se provou especialmente caro e desafiador

O verdadeiro teste será levar as células-tronco produzidas pelo StemBANCC às mãos de pesquisadores de uma forma que de fato faça isso. “De certa forma, a geração do biobanco é a parte fácil... falando relativamente”, contou Cader a jornalistas em Londres em 5 de dezembro.

Este artigo foi reproduzido com permissão da revista Nature. O artigo foi publicado pela primeira vez em 5 de dezembro de 2012. 
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