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02 de março de 2012
Homem do Gelo
Análise genética fornece pistas sobre suas doenças e antepassados
por Kate Wong
Samadelli Marco/EURAC
O Homem do Gelo é uma múmia de 5.300 anos descoberta nos Alpes Ötzal
Desde que duas pessoas tropeçaram no corpo mumificado de Ötzi, o Homem do Gelo, em uma passagem da montanha no alto dos Alpes Ötzal, em 1991, cientistas trabalham para descobrir quem ele era e de onde veio. Pesquisas anteriores indicam que Ötzi passou a vida em um raio de 60 km do local em que foi encontrado e morreu há cerca de 5.300 anos, talvez por uma flechada no ombro. Agora, o sequenciamento de genoma permite que especialistas descubram mais detalhes como a cor dos olhos, a saúde cardiovascular e de onde seus antepassados se originaram.

Albert Zink, da Academia Europeia de Bolzano, na Itália, e seus colegas relatam os resultados do trabalho de sequenciamento em artigo publicado na Nature. A equipe descobriu que o Homem do Gelo devia ter olhos castanhos e sangue tipo O. É provável também que tivesse intolerância à lactose quando adulto e vários fatores genéticos de risco para doenças coronarianas. Há vários anos, tomografias computadorizadas da múmia mostraram evidências de arteriosclerose (enrijecimento de artérias), embora ele parecesse ter um estilo de vida saudável. O novo trabalho sugere que uma predisposição genética para doenças do coração pode explicar a arteriosclerose visível nas tomografias. A doença cardiovascular pode não ter sido o único problema de saúde do Homem do Gelo. Investigadores encontraram também traços de DNA do patógeno bacteriano Borrelia burgdorferi, que provoca a doença de Lyme – esse é, então, o caso mais antigo registrado.
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