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26 de março de 2009
Hormônio do amor
Substância associada à confiança e relações afetivas também ajuda a reconhecer rostos familiares
por Coco Ballantyne
iStockphoto.com/Joan Vicent Cantó Roig
Novo estudo sobre a oxitocina pode esclarecer as causas de misteriosos transtornos neurológicos e psicológicos, além de facilitar a identificação de rostos conhecidos.

De acordo com Ulrike Rimmele, psicólogo na Universidade de Zurique, na Suíça, e principal pesquisador desse estudo, “há uma evidência inicial de que o sistema central da oxitocina é alterado em vários transtornos mentais caracterizados por distúrbios sociais severos, como autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos de personalidade”.

Entender como a oxitocina afeta os mecanismos sociais básicos, como reconhecimento de outro ser humano, é pré-requisito para o estudo de comportamentos humanos mais complexos.

A oxitocina é produzida no hipotálamo ─ estrutura cerebral que controla a fome e o humor ─ e afeta várias regiões do cérebro, incluindo a amígdala e o giro fusiforme, que possivelmente nos ajudam a reconhecer fisionomias. Em resposta a certos estímulos a glândula pituitária, localizada na base do cérebro, injeta, entre outros hormônios, oxitocina na corrente sangüínea. Já se sabe que esse hormônio é responsável por provocar as contrações uterinas durante a gravidez e por estimular a produção de leite durante a amamentação. Estudos também sugerem que ela promove o desenvolvimento de laços afetivos entre mães e seus filhos recém-nascidos.
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