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22 de junho de 2009
Laseres de alta intensidade surpreendem cientistas
Pesquisadores desafiam as leis da física ao entortar um feixe de laser
por Larry Greenemeier
© SCIENCE/AAAS
Laser curvo: O feixe se propaga ao longo de uma trajetória curva e deixa em seu rastro um canal de plasma.
Laseres ultraintensos são muito promissores para o aperfeiçoamento de ferramentas científicas como a espectroscopia atenuada induzida por laser (LIBS, na sigla em inglês) e como auxiliar na compreensão da física atômica, molecular, de plasma e na óptica. A grande intensidade desses laseres ─ atribuída aos rápidos, mas potentes pulsos de energia que emitem ─, entretanto, é uma barreira que os cientistas precisam vencer para poder compreendê-los e caracterizá-los melhor.

Pesquisadores da University of Arizona, em Tucson, e da University of Central Florida, em Orlando, relataram na revista Science, em abril, ter encontrado uma maneira de curvar um feixe de laser pulsado de alta intensidade, uma descoberta que, certamente, os ajudará a entender melhor o comportamento de pulsos ultra-intensos e a encontrar novas aplicações tecnológicas.

“As pessoas esperam que os laseres se comportem de certa forma, como se propagar em linha reta,” observa Pavel Polynkin, pesquisador-chefe e professor associado do College of Optical Sciences da University of Arizona. “O fato de um raio laser se curvar é realmente incomum.”

Polynkin e seus colegas foram os primeiros a relatar a curvatura de um raio laser pulsado. Entretanto, o grupo de cientistas da University of Central Florida ─ incluindo os coautores do estudo, Demetri Christodoulides e Georgios Siviloglou ─ apresentou, em novembro de 2007, um feixe de laser contínuo (ou de fluxo constante) que se curvava ligeiramente, contrariando a ideia de que laseres só se propagam em linha reta.
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