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Os pesquisadores da University of Central Florida deram ao conjunto de formas de onda que compunham esse laser curvo o nome de feixe de Airy, em homenagem ao matemático e astrônomo George Biddell Airy, que nos anos 1820 foi pioneiro em estudos relacionados à ciência do arco-íris.
Em vez de usar um raio laser de fluxo contínuo, Polynkin e sua equipe usaram um laser de alta intensidade que emitia rajadas rápidas de pulsos, também chamadas de “projéteis de luz,” com duração de apenas 35 femtossegundos (um femtossegundo equivale a um milionésimo de bilionésimo de um segundo). Ao sair do laser, esses projéteis são circulares (cerca de um centímetro de diâmetro) e achatados (cerca de 10 micrometros de espessura), conforme a duração dos pulsos. São semelhantes a moedas de um centavo, embora muito mais finas e se propagam à velocidade da luz. Os pesquisadores alteraram o perfil desses pulsos usando uma fina placa de vidro com espessura variável específica. “As mudanças de fase introduzidas pela placa transformam os projéteis arredondados em um feixe de Airy, de forma triangular,” explica Polynkin.
Pelo fato de os pulsos serem extremamente intensos, eles ionizam o ar por onde passam deixando um rastro luminoso de plasma. Cada projétil se transforma em um bloco de energia eletromagnética concentrada, que se propaga segundo uma trajetória curva deixando um canal de plasma atrás de si. No entanto, o feixe que se curva tem limitações ─ os projéteis se desviam da linha reta, no máximo, até uma distância igual ao diâmetro do feixe. “Por exemplo, se o feixe tiver um centímetro de diâmetro ele não se curvará mais que um centímetro,” esclarece Polynkin. |