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Embora não seja uma curvatura considerável, o desvio é suficiente para permitir que os cientistas obtenham uma distribuição detalhada da radiação produzida pelos projéteis ao longo de suas trajetórias. Quando pulsos se propagam em linha reta, a radiação produzida em diferentes pontos ao longo do percurso do feixe se superpõe, e esses padrões superpostos são difíceis de serem observados.
“Nós, realmente, ainda não entendemos estrutura dos feixes de laser, e isso é muito importante” avalia o coautor do estudo, Jerome Moloney, diretor do Centro de Ciências Matemáticas da University of Arizona. “O mais intrigante é que ninguém espera ver a luz se desviar de sua trajetória.”
Assim que os pesquisadores entenderem melhor como os pulsos de laser ultraintensos se propagam, poderão aproveitá-los com maior eficiência. Uma ideia é disparar um pulso laser em uma nuvem de tempestade para atrair relâmpagos, e usar o canal de plasma formado pelo rastro do laser para afastar descargas elétricas de residências e linhas de transmissão de energia. Outra possibilidade seria empregar laseres de alta intensidade como fontes remotas de iluminação em estudos espectrográficos de poluentes na alta atmosfera. |