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09 de novembro de 2007
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Leite materno turbina o QI do bebê
Segundo um novo estudo, a criança amamentada possui uma variante gênica que ajuda a processar os ácidos graxos
por Nikhil Swaminathan
[continuação]

Quanto às implicações do estudo no debate natureza x criação, Linda Gottfredson, professora de educação na University of Delaware, afirma que “não se trata de natureza ou criação, mas dos genes podem tornar as pessoas mais ou menos suscetíveis a certas condições do ambiente”. Portanto, a ausência de leite materno na alimentação de bebês com uma certa predisposição genética pode ter efeitos negativos para a inteligência.

O mecanismo exato pelo qual a enzima codificada pelo FADS2 pode influenciar o Q.I. é desconhecido, mas Moffitt sugere duas alternativas. A primeira é a de que as variantes gênicas podem afetar a conversão de precursores alimentares para ácidos graxo poliinsaturados de cadeia longa, que se agregam no cérebro nos primeiros meses de vida da criança. A segunda implica que os ácidos graxo poliinsaturados de cadeia longa podem agir ou não sobre o gene propriamente dito, fazendo com que ele se ligue ou desligue, e assim afetando o percurso metabólico usado pelos ácidos.

Os autores ressaltam que, desde a época em que os participantes do estudo foram amamentados, vários fabricantes de leite para recém-nascidos começaram a adicionar suplementos de ácidos graxos aos produtos, potencialmente na tentativa de elevar o QI dos bebês.

“O problema desse estudo é que não sabemos exatamente quais são os mecanismos que o leite materno usa para aumentar o QI”, afirma Joseph Hibbeln, pesquisador clínico da Unidade de Nutrição em Psiquiatria do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. “O estudo ajuda a apontar apenas um dos mecanismos, ou seja: se seu organismo não consegue produzir ácidos graxos de maneira eficiente, é melhor beber leite materno para dar uma força para seu QI.”
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