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Notícias |
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| 10 de fevereiro de 2009 |
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| Listagem de segurança pode prevenir falhas hospitalares |
| Uma lista de procedimentos criada pela WHO, com 19 itens, pode reduzir em 30% complicações envolvendo cirurgias |
| por Coco Ballantyne |
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© iStockphoto.com/Jacob Wackerhausen |
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Um estudo recente detectou que hospitais podem reduzir erros médicos e outras complicações decorrentes de cirurgias em 30%, e o número casos fatais em 40% se os médicos e enfermeiras seguirem uma lista completa de regras de segurança antes, durante e após a realização uma cirurgia.
A lista elaborada pela Organização Mundial de Saúde (WHO, na sigla em inglês), no ano passado, é uma tentativa de minimizar denúncias crescentes de erros médico- hospitalares. Composta por 19 procedimentos, a lista tem como primeiro objetivo garantir que na mesa de cirurgia esteja o paciente certo, que o local da incisão tenha sido localizado corretamente e que o procedimento a ser seguido é o adequado. “Numa época de tecnologia altamente sofisticada, às vezes, procedimentos simples, que tomam apenas alguns minutos, podem ter impacto positivo incalculável,” observa Richard Reznick, chefe de cirurgia da Universidade de Toronto, no Canadá e co-autor do estudo publicado este mês, no New England Journal of Medicine.
Reznick e colaboradores coletaram dados sobre complicações cirúrgicas e mortes de 7.688 pacientes em oito hospitais em Seattle (Estados Unidos), Toronto (Canadá), Londres, Auckland (Nova Zelândia), Ifakara (Tanzânia), Manila (Filipinas), Nova Delhi (Índia) e Aman (Jordânia). Esses hospitais não costumavam seguir a lista de segurança da WHO, mas a adotaram a partir desse estudo. O objetivo da pesquisa era descobrir qual o impacto gerado com a implantação da lista sobre o número de complicações cirúrgicas e eventuais mortes. Dos 3.733 pacientes submetidos a cirurgias, antes de a lista começar a ser aplicada, 411 (11%) sofreram complicações (como pneumonia e infecções de pele) e 56 (1,5 %) morreram. Dos 3.955 pacientes operados depois que os hospitais adotaram a lista da WHO, 277 (7%) sofreram complicações e 32 (0,8%) morreram. |
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