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CORTESIA DE CARLA B. POSSAMA I Universidade Federal do Espírito Santo |
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Machos humanos que vivem com a mãe não podem esperar muita sorte de fisgar alguém no Dia dos Namorados. Mas entre os macacos muriqui, ou mono-carvoeiro, no Brasil, os machos que passam a maior parte do tempo em torno da mãe parecem ter algo mais quando chega a época de acasalamento.
A descoberta, publicada em Proceedings of the National Academy of Sciences USA sugere que as fêmeas de algumas espécies podem ter evoluído para desempenhar papel fundamental no sucesso reprodutivo dos filhos. Karen Strier, autora principal da pesquisa e professora de antropologia da University of Wisconsin-Madison, diz que o artigo “adota” a hipótese da “avó”, conceito segundo o qual as fêmeas humanas evoluíram para viver após o auge dos anos reprodutivos e passar mais tempo ajudando a prole.
A equipe de pesquisa observou e coletou dados genéticos de um grupo de 67 macacos selvagens em uma reserva protegida da Mata Atlântica e descobriu que 6 de cada 13 machos adultos estudados passavam mais tempo próximos à mãe. Esses mesmos 6 macacos, em média, geraram prole mais numerosa.
Os pesquisadores ainda tentam entender a razão disso. “Não se veem as mães intervindo e ajudando os filhos”, detalha Strier. “Talvez por ficarem perto das mães, eles percebam quando as fêmeas estão sexualmente ativas, ou pode ser que fiquem mais familiarizados com outras fêmeas.” Strier descobriu ainda que não existia acasalamento entre filhos e suas parentes próximas, processo que também poderia ser mediado pelas mães. |