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04 de abril de 2008
Mapas de hotspots de pandemias mostram o caminho para a prevenção
O primeiro passo para impedir pandemias no futuro é descobrir onde elas começam
por JR Minkel
PROXIMIDADE COM ANIMAIS: Pesquisadores atentos à próxima pandemia estão monitorando os mercados na Ásia, onde as pessoas podem contrair vírus dos animais vivos.
Um novo estudo mapeia as áreas do mundo que os pesquisadores acreditam ser os futuros pontos de propagação de doenças assassinas – e os países destacados não são aqueles que destinam a maior parte de seus recursos para a prevenção de doenças. A análise faz parte de uma iniciativa em desenvolvimento para identificar determinados vírus emergentes e evitar que pandemias futuras alcancem seu potencial total.

Os pesquisadores britânicos e norte-americanos reuniram um banco de dados com 335 doenças infecciosas reconhecidas primeiramente como ameaça potencial entre 1940 e 2004. Entre os exemplos estão o vírus Ebola (1976) e o HIV (1981), como também os mais recentes vírus Nipah (199), a SARS (2002) e a gripe aviária H5N1 (1997). Eles compararam a freqüência e novos surtos com possíveis fatores contribuintes, como a densidade e crescimento populacional, latitude e a diversidade da vida selvagem.

As infecções emergentes se tornaram gradualmente mais freqüentes ao longo das décadas, chegando ao seu auge nos anos 80, possivelmente em razão da pandemia da AIDS. As bactérias foram responsáveis por 54% do total, especialmente variedades resistentes a medicamentos, como a staphylococcus aureus resistente à meticilina, ou MRSA (1961). Os vírus e príons (proteínas infecciosas) representam 25% do total os protozoários, 11% e os fungos, 6%.
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