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21 de junho de 2007
Más notícias para os dinos, boas novas para os mamíferos
Uma nova análise de fósseis afirma que os mamíferos apareceram após o fim dos dinossauros, mas o debate continua
por Nikhil Swaminathan
Tudo começou com este crânio: ele pertenceu a um animal parecido com um musaranho há mais de 70 milhões de anos e deu o pontapé inicial para uma análise abrangente de fósseis, que levou à afirmação de que os mamíferos placentários apareceram há cerca de 65 milhões de anos
O fóssil de um animal parecido com um musaranho, descoberto há uma década no Deserto de Gobi (Mongólia) deu origem a uma das pesquisas mais abrangentes sobre a origem dos mamíferos placentários, a grande maioria dos mamíferos de hoje (com exceção de marsupiais e animais que botam ovos, como o ornitorrinco).

“É claro que ficamos animados ao encontrar algo bem preservado do Cretáceo (período compreendido entre 145 milhões e 65 milhões de anos atrás)”, diz John Wible, do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh e principal autor de um estudo que conclui que os mamíferos placentários se originaram há cerca de 65 milhões de anos, entre os períodos Cretáceo e Terciário, quando os dinossauros desapareceram. “O fóssil em si não é tão interessante assim, mas nos levou a um estudo notável”.

Para classificar e verificar a idade do fóssil mongol adequadamente – estima-se que o Maelestes gobiensis tenha entre 71 milhões e 75 milhões de anos –, Wible e sua equipe o compararam com 409 características de crânios, dentes e vestígios de esqueletos de outros animais, desde mamíferos de hoje até bichos que viveram há mais de 100 milhões de anos. Em uma tentativa para determinar se ele era um mamífero placentário, os cientistas construíram uma árvore mapeando a evolução desse tipo de animal, começando no Cretáceo. “Queríamos descobrir o que nosso fóssil era”, diz Wible, “e testar se algum outro fóssil do Cretáceo poderia ser placentário”.
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