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02 de outubro de 2009
Material de canteiro de obras vira entulho
Um em cada dez tijolos acaba em entulho em obras da prefeitura de São Paulo.
 
Dados do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) revelam que 10% de todos os materiais entregues em canteiros de obras são desperdiçados. Sistemas mais inteligentes, como as Paredes Duplas criados pela empresa Sudeste, diminuem o entulho e são ecologicamente corretos.

A imprecisão na compra, a ineficiência no processo de construção artesanal e os equívocos na elaboração e execução dos projetos, somados às perdas no transporte e no armazenamento, representam desperdício de 10% nos canteiros de obras no Brasil.

Todos os meses o Limpurb da capital paulista recolhe cerca de 144 mil m³ de entulho. Extra-oficialmente estima-se que essa quantidade seja três vezes maior. Dos materiais descartados, 65% são produtos inertes como argamassas, concretos e telhas. O fato chama a atenção de ambientalistas e vira problema de saúde pública em grandes centros urbanos, que encontra dificuldades na deposição dos resíduos. Em poucos anos, estima-se que a escassez de depósitos para descarte elevará o preço para aterrar o material.

Além da reciclagem, que favorece o reaproveitamento do concreto estrutural de resíduos de construção e demolição e de centrais dosadoras em relação aos tijolos cerâmicos e argamassas, a alternativa ecologicamente correta é o uso intensivo de sistemas inteligentes, automatizados, eliminando as improvisações nos canteiros e otimizando o custo.

O uso de sistemas construtivos como o das Paredes Duplas, por exemplo, garante o controle e o gerenciamento simplificado da obra, reduzindo o tempo efetivo de execução do projeto e envolvendo menos mão-de-obra, o que em última análise também significa menos riscos de acidentes.

Para Fabio Casagrande, diretor da Sudeste, divulgar as vantagens construtivas e as possibilidades arquitetônicas é fundamental para que a industrialização do setor da construção no Brasil atinja níveis comparáveis a de países mais desenvolvidos. “A construção precisa de uma base lógica. “Em uma parede dupla, por exemplo, pode-se inserir materiais nos vãos, como resíduos de pneus agregados ao concreto, ajudando a diminuir o descarte de um material que já não teria serventia alguma”.

De acordo com Casagrande, resultam peças com maior capacidade de carga, o que evita deformações e fissuras, patologias mais comuns no sistema de construção convencional.

Quanto à geração de resíduos é importante que esta seja uma preocupação ainda na fase inicial, de concepção do projeto. A racionalização dos materiais e a eficiência serão determinantes para uma obra limpa e sem prejuízos, o que certamente garantirá economia e melhor qualidade de vida, em razão de menos poluição ao ambiente.
Para obter mais informações acesse www.sudeste.ind.br
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