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18 de agosto de 2008
Medicamentos promissores para Alzheimer
Pacientes tratados com PBT2 apresentaram melhora na capacidade cognitiva e inibição na proteína associada à doença conhecida como mal de Alzheimer.
por Nikhil Swaminathan
© Joseph Jean Rolland Dubé/iStockphoto
Um medicamento chamado PBT2, desenvolvido pela companhia australiana Prana Biotechnology, parece melhorar a capacidade cognitiva de pacientes em fase inicial da doença de Alzheimer. Pesquisa publicada na revista Lancet Neurology afirma que essa droga também teve bons resultados na inibição do aumento de proteína associada à doença neurodegenerativa debilitante, que afeta cerca de 4.5 milhões de americanos.

Craig Ritchie, neurocientista da College London University e consultor da Prana declara que apesar do sucesso da última experiência que durou 12 semanas, com 78 pacientes, o teste deverá ser repetido durante um período mais prolongado antes de a empresa pleitear a patente do medicamento para tratamento de Alzheimer. “Esperamos poder dispor, nos próximos cinco anos, de tratamentos que resultem em melhorias significativas na vida das pessoas que sofrem desse mal”, comenta Ritchie

Pacientes que participaram da experiência foram submetidos a duas séries de testes para avaliar sua capacidade cognitiva – uma no início do tratamento e outra 12 semanas depois. Os testes avaliaram as chamadas funções executivas: capacidade organizacional, planejamento e raciocínio, como por exemplo, a forma como palavras de determinadas categorias afetavam os voluntários e a rapidez com que relacionaram círculos contendo letras ou números impressos em papel.
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