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13 de novembro de 2007
Meu amigo robô
Crianças em idade escolar aprenderam a amar um colega humanóide após cinco meses de convivência
por Nikhil Swaminathan
Máquinas entre nós: cientistas descobriram que um robô humanóide foi aceito por um grupo de crianças após vários meses de interação
Segundo a comunidade da robótica, é improvável que qualquer robô atualmente no mercado pudesse manter sua atenção por mais de 10 horas. Na verdade, se você tem um cachorro-robô acumulando pó em uma prateleira do guarda-roupa, provavelmente já sabe disso.

No entanto, um novo estudo indica que esse limite deve ser ultrapassado em breve – pelo menos se os humanos que interagem com as máquinas são crianças. Os pesquisadores descobriram que um homenzinho de metal de 61cm conseguiu conquistar com facilidade uma turma inteira de crianças de 18 a 24 meses de idade, que conviveram com ele intermitentemente por um período de cinco meses.

“Nossos resultados indicam que a tecnologia robótica atual está surpreendentemente próxima de alcançar uma ligação e socialização autônomas com crianças por períodos significativos de tempo”, relatam os pesquisadores da University of California em San Diego, no Proceedings of the National Academy of Sciences USA.

O QRIO, um robô programado com um grande número de funções sociais, “visitou” o Early Childhood Education Center da universidade 45 vezes durante um período de observação de cinco meses. Nas primeiras 27 sessões, o robô teve acesso a seu arsenal completo de comportamentos sociais programados. Além disso, um controlador podia mandar comandos para o humanóide, dando ordens para o robô acenar, dançar, se sentar, se levantar etc (apesar de haver um intervalo de tempo entre o comando e o movimento do robô).

As crianças passaram a interagir cada vez mais com o QRIO e a tratá-lo mais como um coleguinha de classe do que um objeto durante as primeiras 11 sessões. O nível de atividade social aumentou drasticamente quanto os pesquisadores adicionaram um novo comportamento ao repertório do robô: se uma criança tocasse sua cabeça, ele dava uma risadinha.
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