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29 de outubro de 2008
Microscópio sem lente do tamanho de uma moeda
Instrumento combina a tradicional tecnologia de chips de computador com a microfluidica ─ tecnologia que lida com quantidades minúsculas de líquidos ─ para monitorar células cancerosas e diagnosticar malária
por JR Minkel
Cortesia de Changhuei Yang
Microscópio em um chip: Um novo microscópio que cabe em um chip semicondutor menor que uma moeda. Eletrodos controlam o fluxo de fluído através de um canal transparente (bloco transparente). A luz incide através do canal em uma série de orifícios, em uma camada metálica que reveste pixels coletores de luz no chip. Objetos em suspensão no fluído impedem a luz de passar pelos buracos e geram a imagem.
Pesquisadores acreditam que um novo tipo de mini-microscópio ultracompacto poderá permitir aos profissionais da área de saúde examinar amostras de sangue rapidamente e a um custo reduzido, que facilitará a identificação de células cancerosas e parasitas nocivos. O que torna esse microscópio único é a maneira como ele examina objetos sem utilizar lentes. A tecnologia se inspirou em um fenômeno que normalmente embaça a visão em vez de melhorá-la.

Uma equipe do California Institute of Technology (Caltech) demonstrou que microchips sensíveis à luz como os encontrados em câmaras digitais podem produzir imagens de alta resolução de bolhas microscópicas e vermes, com um milímetro de comprimento.

De acordo com o trabalho publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences USA, protótipos de microscópios sem lentes mostraram detalhes com uma resolução aproximada de 0,8 a 0,9 mícron, ou milésimos de milímetro. Isso é suficiente para identificar células cancerosas, que medem de 15 a 30 mícrons.

O dispositivo funciona da seguinte forma: Ilumina-se uma amostra líquida que passa por um canal estreito. Abaixo dela há uma série de fendas, ou orifícios, abertos em uma camada metálica de ouro ou alumínio. A luz incide através dos furos em um chip semicondutor guarnecido com uma série de sensores de pixels. Esses chips custam cerca de US$10 cada um, observa o pesquisador que lidera o estudo, o bioengenheiro da Caltech, Changhuei Yang.
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