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29 de outubro de 2008
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Microscópio sem lente do tamanho de uma moeda
Instrumento combina a tradicional tecnologia de chips de computador com a microfluidica ─ tecnologia que lida com quantidades minúsculas de líquidos ─ para monitorar células cancerosas e diagnosticar malária
por JR Minkel
Cortesia de Changhuei Yang
Pelo caminho: Neste diagrama a célula (roxa com núcleo preto) desliza sobre uma série de aberturas (pequenos orifícios pretos) numa linha diagonal. Cada abertura capta uma fatia do objeto a ser analisando. Dispondo essas aberturas diagonalmente, as fatias podem ser superpostas e ainda serem distinguíveis.
[continuação]

Objetos flutuando sobre as aberturas bloqueiam parte da luz recebida pelos pixels, que reconstroem uma imagem do objeto a partir das variações da intensidade de luz que atravessa as múltiplas aberturas.

Yang relata que se inspirou nos “flutuantes” ─ pedaços de células mortas e outros fragmentos que, às vezes, aparecem suspensos em nosso campo de visão, quando olhamos para o céu azul ou outra fonte de luz uniforme. Esses flutuantes são mais comuns em pessoas idosas e em alguns casos de anomalia da visão, como a miopia.

Normalmente vemos os objetos porque a lente do olho ─ o cristalino ─ focaliza uma imagem na retina. Às vezes é necessário o uso de lentes corretivas. Mas os flutuantes aparecem exatamente acima da retina, onde podem ser vistos diretamente.

Microscópios convencionais usam lentes para amplificar detalhes microscópicos de objetos que desejamos ver, mas é tecnicamente complicado construir lentes muito pequenas exigidas por instrumentos compactos e portáteis, utilizados para examinar várias amostras biológicas simultaneamente. Dispor desses instrumentos seria muito útil para a pesquisa.
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