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Com um microscópio montado em um chip, "não há lentes que possam se quebrar," observa Yang. "Um médico pode simplesmente colocá-lo no bolso." Yang comenta que vê essa tecnologia como a base para instrumentos como analisadores do tamanho de um iPod capazes de diagnosticar rapidamente no sangue, a presença de parasitas que causam a malária e a doença do sono (trypanosomiasis africano humano) ─ ambos endêmicos na África subsaariana.
Outra aplicação possível é vasculhar amostras de sangue de pacientes com câncer, em busca de células cancerosas que possam se espalhar para outros órgãos, um fenômeno conhecido como metástase, que freqüentemente indica um prognóstico desanimador.
No momento, essas células podem ser coletadas em membranas, mas transferi-las para lâminas de microscópio é relativamente complicado e caro, adverte o patologista da Keck School of Medicine da University of Southern California, Richard Cote, que não fez parte da equipe do Caltech, mas está trabalhando com Yang no desenvolvimento de um sistema montado em num chip para investigar diretamente essas amostras.
Uma resolução de mícrons é suficiente para tarefas básicas, ele afirma, tais como a contagem do número de células cancerosas potencialmente perigosas. Ele conclui que o microscópio sem lente "seria uma maneira de disseminar a tecnologia de forma mais abrangente." |