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Dave G. Houser Corbis |
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| PLACA ALERTA pescadores na costa da Flórida para perigo de intoxicação: “Cuidado, risco de saúde – Não coma robalo pescado além deste ponto por causa do alto teor de mercúrio” |
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Ao promulgar as regras de restrição de poluição atmosférica por mercúrio em março de 2005, a administração Bush esperava acalmar preocupações relativas à emissão do poluente por usinas termelétricas a carvão. A Casa Branca adotou uma abordagem do tipo cap-and-trade (distribuir cotas limitadas de emissão e permitir que sejam comercializadas) para reduzir o despejo de mercúrio nos Estados Unidos em cerca de 20% em cinco anos e 70% até 2018. Ao formular suas regras, as autoridades notaram que as usinas elétricas emitem apenas 48 toneladas anuais do metal – uma pequena fração do total de mercúrio na atmosfera. O governo argumentou que exigir mais cortes de emissão não resolveria o problema da exposição humana a essa neurotoxina.
Onze estados e quatro grupos de saúde pública estão questionando essa abordagem, alegando que o cap-and-trade não abrange áreas particularmente vulneráveis à poluição por mercúrio. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) nega. Quando as propostas de cap-and-trade foram anunciadas, o chefe da agência para regulamentação atmosférica, Jeffrey Holmstead, disse: “Não achamos que haverá áreas vulneráveis”. Esse impasse vem de grandes vácuos de conhecimento científico sobre o metal. Além disso, a falta de dados abrangentes sobre a deposição de mercúrio significa que um consenso sobre o controle das emissões não deve surgir logo.
Teoricamente, a maior parte do metal deveria se depositar com as chuvas em áreas próximas às termelétricas, mas as tentativas de determinar esse efeito se mostraram incompletas. Por exemplo: a Rede de Deposição de Mercúrio, que mede o teor do elemento em águas pluviais em várias áreas dos Estados Unidos, não leva em conta os particulados de mercúrio que se assentam secos sobre a vegetação, forma de deposição que poderia se equiparar à da líquida, afirma o cientista Steve Lindberg, do Laboratório Nacional de Oak Ridge. |