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21 de agosto de 2009
Morcegos provocam metade dos casos de raiva
Desde 2001 não há registro da doença em humanos no estado de São Paulo
 
© Alexei Zaycev/Istockphoto
Balanço da Secretaria de Estado da Saúde, com base nos registros da doença nos 645 municípios paulistas entre 2005 e 2008, revela que os morcegos são responsáveis por 49,6% dos casos de raiva animal confirmadas no estado.

Em quatro anos houve 675 casos de raiva em animais, dos quais 335 em morcegos. Outras 266 ocorrências foram verificadas em bovinos, que representaram 39,4% do total, e 65 (ou 9,6%) em equinos.

Os suínos representaram 0,74% dos casos de raiva, com apenas cinco ocorrências. Houve ainda, nesse período, um caso de raiva em cabra e outro em búfalo. Em 2006 foi registrado o último caso de raiva animal em cão, com vírus de morcego.

Neste ano, de janeiro a julho, registraram-se 113 casos de raiva animal no Estado, dos quais 78 em morcegos, 51 em bovinos e 4 em equinos. Não há casos de raiva humana em São Paulo desde 2001. O último ocorreu no município de Dracena, região de Presidente Prudente.

Para Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria da Saúde, a detecção de casos positivos em morcegos é fundamental para que os municípios paulistas consigam controlar a raiva. “Isso demonstra que as vigilâncias epidemiológicas municipais têm realizado um bom trabalho. O morcego é atualmente o principal reservatório do vírus, e não são apenas os hematófagos que podem ser raivosos”, alerta.

Ela ainda ressalta a importância de que cães e gatos sejam vacinados todos os anos contra a raiva, para que estejam totalmente protegidos no caso de caçarem morcegos infectados.
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