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Notícias |
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| 12 de maio de 2008 |
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| Nanopartículas na comida representam um risco à saúde? |
| Um novo estudo revela que nanopartículas estão sendo usadas em tudo, de cerveja a bebidas para bebês, apesar da falta de informações sobre sua segurança |
| por David Biello |
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©ISTOCKPHOTO.COM/SCHWARTZ |
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| RISCO TAMANHO NANO: Nanopartículas, como esta aqui representada ao lado de um camundongo, estão aparecendo em alimentos e embalagens de alimentos numa variedade de produtos. |
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Plástico permeado com nanopartículas ajuda a tornar as garrafas de cerveja da Miller Brewing Co. menos propensas a quebrar, ao mesmo tempo que amplia o período de durabilidade da cerveja na fase de armazenamento. A mistura de bebida nutricional Toddler Health, da Simply H, inclui 300-nanômetros (300 bilionésimos de metro) de partículas de ferro. E uma ampla variedade de itens de cozinha e limpeza agora emprega partículas de prata de tamanho nano para matar micróbios.
No entanto, o grupo ambiental Friends of Earth (FoE) [em português Amigos da Terra] sediado em Washington, relata que nenhum dos mais de 100 produtos de comida ou relacionados a comida em que eles identificaram a presença de nanopartículas – partículas minúsculas entre 100 e um nanômetros – tem um aviso no rótulo ou passou por algum tipo de teste de segurança realizado por agências governamentais.
“Produtos criados com o uso de nanotecnologia entraram na cadeia alimentar”, diz o autor do relatório, Ian Illuminato, lobista de saúde e ambiente do FoE. “Estudos preliminares indicam que há um sério risco. [...] Temos de saber o que é seguro antes de colocarmos em nossa comida.”
O relatório se apóia em vários estudos feitos nos últimos anos segundo os quais algumas nanopartículas podem causar danos. Um estudo de 2005 publicado na Environmental Science & Technology mostrou que nanopartículas de óxido de zinco eram tóxicas para células do pulmão humanas em testes de laboratório mesmo em baixas concentrações. Outros estudos mostraram que partículas de prata minúsculas (15 nanômetros) mataram células do fígado e do cérebro de ratos. “Elas são mais reativas quimicamente e mais bioativas”, por causa do seu tamanho, que lhes permite penetrar com facilidade em órgãos e células, afirma Illuminato. “Os produtos devem ao menos ser rotulados para que os consumidores possam escolher se querem fazer parte desse experimento”. |
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