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11 de setembro de 2007
Não é ilusão: a evolução pode favorecer os genes da esquizofrenia
Nova pesquisa revela que os genes relacionados à doença debilitadora podem trazer também vantagens para o desenvolvimento
por Nikhil Swaminathan
Como isso pode ser bom? Os padrões evolucionários de certas variantes gênicas associadas à esquizofrenia mostram que muitos desses genes foram favorecidos pela evolução ao longo do tempo
A esquizofrenia, transtorno psicótico caracterizado por alucinações, personalidade múltipla e desorganização cognitiva afeta cerca de 1% da população dos Estados Unidos. Muitos dos atingidos, no entanto, têm probabilidade menor de passar adiante esse perfil genético associado à doença para seus descendentes.

“É uma espécie de paradoxo genético, pois essa doença tem uma prevalência muito alta”, explica o geneticista evolucionário Steve Dorus, da University of Bath, na Inglaterra.

Dorus é co-autor de um estudo publicado na Proceedings of the Royal Society – Biological Sciences, sobre a evolução dos genes ligados à esquizofrenia. Após analisar o DNA humano de várias populações em todo o mundo e examinar genomas de primatas até o ancestral em comum do homem e do chimpanzé, os pesquisadores chegaram à surpreendente conclusão de que muitas variantes gênicas ligadas à esquizofrenia na verdade foram selecionadas ao longo da evolução e permaneceram praticamente inalteradas, o que indica que devem trazer algum tipo de vantagem.

“A esquizofrenia pode ser explicada por muitos alelos individuais (variações de genes)”, ressalta Dorus, “Há muitos loci diferentes que têm impacto sobre a manifestação real da doença”. Na última década, muitos genes foram identificados como culpados potenciais, e os cientistas acreditam que vários deles causam interrupções na formação de proteínas, fazendo com que a pessoa desenvolva uma predisposição à esquizofrenia.
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