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22 de setembro de 2008
Navegadores rastreiam nossos “cliques” na internet
Facebook, Yahoo, e Google estão na mira das autoridades por permitir que anunciantes “observem” o comportamento de consumidores on-line para criar mensagens direcionadas
por Lou Dzierzak
Cortesia de IStockphoto ©Alex Slobodkin
Na mira: empresas que anunciam na internet querem saber exatamente com quem estão negociando, e por outro lado, portais como Facebook e Google estão muitos felizes por poder divulgar informações sobre seus clientes, e ganhar dinheiro com isso.
Em novembro passado, o Facebook lançou o Beacon, um serviço de anúncios que compartilha informações sobre atividades on-line de usuários ─ como compra de ingressos de cinema ─ com o Facebook. O site de rede de relacionamentos da internet, no entanto, esqueceu de perguntar aos usuários se eles desejavam que informações sobre sites que visitavam, ou sobre as compras que realizavam on-line fossem automaticamente enviadas para as páginas de seus perfis. E o que é pior, as informações iam para pessoas que os usuários haviam indicado como amigos.

A vantagem para os anunciantes era clara: propaganda especificamente direcionada a determinado público e gerada em função de seu comportamento anterior. Mas os usuários do Facebook não aceitaram essa invasão de privacidade. Mais de 50 mil internautas assinaram um abaixo-assinado on-line protestando contra essa iniciativa. O site então decidiu dar aos usuários a oportunidade de optar se desejavam ou não participar do serviço, podendo inclusive, decidir sobre as informações a serem compartilhadas na rede. O fundador da companhia, Mark Zuckerberg enviou um pedido formal de desculpas a todos os usuários.

Mas não foi o bastante ─ no dia 12 de agosto, usuários insatisfeitos apresentaram queixa judicial contra a Facebook e várias outras empresas, inclusive a Blockbuster, Fandango, Overstock.com e Hotwire.com, no tribunal de San Jose, na Califórnia, acusando o site de relacionamentos e seus membros de violarem tanto as leis federais americanas sobre privacidade em comunicação eletrônica, abuso e fraude em computadores, como as leis estaduais que protegem consumidores contra crimes no uso de computadores.
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