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14 de outubro de 2008
Novas simulações revelam origem de estrelas primordiais
Formação de proto-estrelas a partir de hidrogênio marcou o fim da idade das trevas cósmica
por JR Minkel
Cortesia de Yoshida et al., Astrophysical Journal (2003, 2006, 2007)
Simulação de uma proto-estrela mostra gás hidrogênio se concentrando em uma pequena área (alto, à esquerda), formando finalmente uma espiral achatada em rotação (em baixo, à esquerda) e uma proto-estrela no centro (em baixo, à direita).
Pode não ser possível observar as primeiras estrelas com telescópios, mas isso não impediu que pesquisadores imaginassem como essas bolas de fogo surgiram em épocas remotas geladas e sombrias, quando o Universo ainda era jovem.

Novas simulações tridimensionais, publicadas na revista Science, mostram como ─ antes de se tornar estrela ─ uma névoa irregular de átomos de hidrogênio teria se agregado em proto-estrelas ─ densas bolas de hidrogênio com massa de apenas 1% da massa do Sol.

Essas sementes de estrelas finalmente cresceram formando uma estrela madura maior que o Sol, fundindo hidrogênio em hélio e posteriormente originando os demais elementos que formam as estrelas atuais, planetas e a própria vida. Os resultados ajudam a esclarecer “a idade das trevas cósmica” durante o primeiro bilhão de anos após o Big Bang, que deu início à expansão do Universo, há cerca de 13,7 bilhões de anos.
Variações na radiação cósmica de fundo em microondas mostram que a matéria resultante do Big Bang não se distribuiu uniformemente. Estrelas e galáxias se formaram em áreas onde o gás estava concentrado. Isso parece simples, mas as imensas distâncias envolvidas tornaram as simulações desafiadoras.
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