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Cortesia de David A. Aguilar (CfA) |
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| Concepção artística das primeiras estrelas do Universo envoltas em gás (vermelho). |
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[continuação]
Nesse novo estudo, pesquisadores da Universidade de Nagoya, em Aichi, do Observatório Astronômico Nacional de Tóquio, Japão e da Harvard University nos Estados Unidos, calcularam a temperatura e densidade do gás numa região com milhares de anos-luz de diâmetro ─ muito maior que a distância média entre as estrelas ─ com resolução de cerca de 80 mil quilômetros, dez vezes menor que o raio do Sol.
As simulações foram feitas para a época em que o Universo tinha 1,3 bilhões de anos. O gás se condensou sob a ação de sua própria gravidade em nuvens de hidrogênio molecular medindo dezenas de anos-luz, mas contendo apenas uma massa solar. A nuvem esfriou emitindo radiação, o que permitiu ao seu núcleo formar uma espiral achatada em rotação.
Quando não podia mais esfriar, o centro da espiral se condensou em uma bola relativamente dura, medindo cerca de cinco milhões de quilômetros de diâmetro, cuja temperatura era superior a 10 mil kelvins. A simulação pára um pouco antes de a estrela se formar, pois as ondas de choque emitidas pela proto-estrela tornam seu comportamento extremamente complicado. |