[continuação]
Essas simulações confirmaram resultados obtidos anteriormente, muito mais simples, comenta o pesquisador Abraham Loeb do Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics. O que ainda não está muito claro é qual a quantidade de gás acumulada pelo núcleo antes de ele começar a queimar hidrogênio, pois isso determina a massa final da estrela e seu destino futuro ─ supernova ou buraco negro, ele comenta. Loeb observa que já é consenso entre os pesquisadores de que a estrela termina com algumas dezenas de massas solares, o que faz com que ao morrer surja uma supernova e espalhe os elementos pesados no espaço semeando estrelas menores. Mas há uma chance de a estrela continuar crescendo até atingir várias centenas de massas solares. Nesse caso ela provavelmente colapsará em um buraco negro, levando com ele os elementos pesados.
Um dos principais objetivos do Telescópio Espacial James Webb (JWST), o sucessor do Hubble ─ previsto para ser lançado em 2013 ─ é observar a fraca luz das primeiras galáxias, para confirmar as teorias sobre a formação de estrelas primitivas.
Volker Bromm, astrofísico da University of Texas em Austin, Estados Unidos, escreveu em editorial que acompanhou o estudo onde conclui: “observações do JWST juntamente com outros experimentos e simulações mais sofisticadas prometem preencher, na próxima década, a lacuna que ainda resta na nossa percepção do Universo.” |