O Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), unidade subordinada à Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, aumentou em 68% o número de pacientes que deixou de fumar após remodelar o atendimento de viciados em cigarro, segundo dados divulgados hoje.
O tratamento, que antes exigia até um ano, foi readaptado para um mês. Assim, o paciente se sente mais estimulado a abandonar o vício. No primeiro mês de atendimento, com o novo método, 45% deixaram de fumar, segundo as estatísticas apresentadas. Antes disso, apenas 27% abandonavam o vício com o tratamento. Os que não tiverem sucesso no tratamento poderão prorrogar o prazo para deixar de fumar.
A base do tratamento é a reposição da nicotina por meio de adesivos, acompanhamento psicológico e nutricional. Com o método em prática até o final do ano passado os pacientes permaneciam até três meses com o mesmo nível de nicotina no organismo. Se uma pessoa fumava um maço por dia, por exemplo, iniciava o tratamento usando um adesivo de 21mg de nicotina. Só após três meses o adesivo era substituído por outro com 14 mg e ia reduzindo progressivamente até zerar. Com o novo tratamento, o paciente reduz o nível da nicotina semanalmente.
O Cratod percebeu que quanto mais demorado o tratamento, menos determinados e comprometidos eram os pacientes. “O tratamento se tornava muito permissivo”, justifica a diretora do Cratod, Luizemir Lago. |