 |
©Mikhail Markovskiy/Shutterstock |
 |
|
 |
Os astrônomos estão descobrindo muitos exoplanetas que orbitam estrelas como o Sol, incrementando substancialmente as chances de encontrarmos um mundo semelhante. Mas se isso acontecer, a chance de a superfície desse planeta ter um aspecto semelhante à do nosso é muito pequena, graças a um “culpado” improvável: as plantas.
Todos nós sabemos como a paisagem da Terra emergiu, certo? Oceanos e massas de terra se formaram, montanhas ergueram-se e a precipitação pluviométrica varreu sua superfície; rios desgastaram as rochas nuas, criando o solo, e as plantas se enraizaram. Bem, uma nova pesquisa indica que a última fase desse roteiro não está correta. Plantas vasculares — aquelas com estruturas como xilema e floema, que podem conduzir água, entre outras substâncias — são o que criou os rios e lamaçais que construíram os solos que produziram florestas e terras cultiváveis.
A evidência de que as plantas vasculares foram uma das principais forças que moldaram a superfície da Terra é apresentada em uma edição especial da Nature Geoscience, publicada on-line. No artigo, Timothy Lenton, um cientista especializado em sistemas da Terra na Universidade de Exeter, na Inglaterra, apresenta dados do registro biogeoquímico mostrando que a evolução de plantas vasculares em torno de 450 milhões de anos atrás é o que realmente começou a absorver dióxido de carbono da atmosfera, mais do que os organismos nos oceanos. Em consequência, as temperaturas da Terra caíram, iniciando um ciclo de glaciação e derretimento generalizados que, ao longo de outros milhões de anos, provocaram uma abrasão substancial na superfície da Terra. |