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| PERSONALIDADE DIVIDIDA: Num novo experimento, pesquisadores armazenaram estados de luz emaranhados numa nuvem de átomos de césio ultrafrios. |
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Um novo experimento junta o velho truque de emaranhamento quântico – a estranha comunicação mais rápida do que a luz entre partículas – com a técnica bem mais nova de fazer com que a luz interrompa completamente sua trajetória. Pesquisadores relatam na Nature que conseguiram enviar com sucesso um par de estados de luz emaranhados para cantos separados de uma nuvem atômica ultrafria, armazená-los lá por um curto espaço de tempo e então enviá-los de volta para seus caminhos separados sem destruir de forma completa a ligação quântica no processo.
Embora a distância de apenas um milímetro entre os dois pontos de armazenamento fosse minúscula, a equipe afirma que a demonstração abre as portas para o emaranhamento de duas nuvens atômicas distintas e o uso do teletransporte quântico para enviar o estado quântico de uma partícula de uma das nuvens para outra. Em princípio, essas nuvens poderiam ser mantidas conectadas por milhares de quilômetros, criando uma rede de telecomunicações capaz de enviar, de costa a costa, mensagens com códigos potencialmente impossíveis de serem quebrados.
O truque da interrupção da trajetória da luz foi demonstrado pela primeira vez em 2001 pela física Lene Hau, da Harvard University, e seu grupo de pesquisa. Para isso, os pesquisadores dispararam um pulso de luz em direção a uma nuvem de átomos congelados a uma temperatura próxima do zero absoluto
(-273,15ºC) e a iluminou com um feixe contínuo de luz laser chamado de feixe de controle. O pulso reduziu drasticamente a velocidade dentro da nuvem e, quando o feixe de controle foi desligado, congelou como um estado quântico de átomos. Quando o feixe foi novamente ligado, o pulso de luz se recuperou e continuou no seu caminho. |