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12 de dezembro de 2008
O impacto das mudanças climáticas nas dinastias chinesas
Registros em estalagmites revelam como índices pluviométricos afetaram a ascensão e queda de imperadores chineses
por David Biello
© Science/AAAS
Milhares de anos de chuva: Amostra da estalagmite encontrada na gruta Wanxiang, China, começou a se formar aproximadamente em 190 d.C.
No século 9 uma seca terrível dizimou a colheita chinesa, e a fome se espalhou por todo o país, então sob o domínio da dinastia Tang. No ano 907 d.C. – após cerca de três séculos de domínio – essa dinastia caiu o imperador Ai foi deposto e o império dividido. De acordo com o registro atmosférico existente em uma estalagmite, uma das causas dessa ruína pode ter sido a mudança climática.

“Acreditamos que o clima tenha tido um papel importante na história chinesa” comenta o paleoclimatologista Hai Chen da University of Minnesota e membro da equipe científica que analisou a estalagmite da gruta Wanxiang em Gansu, uma província no noroeste da China. A estalagmite revela, por exemplo, que as chuvas essenciais das monções asiáticas se tornaram raras na época do declínio das dinastias Tang, Yuan e Ming ao longo dos últimos 1.810 anos.

O clima ─ observa Cheng ─ foi a gota que faltava para o copo transbordar. Formada por carbonato de cálcio dissolvido pelos pingos de água, a estalagmite de 11,7 centímetros conserva um registro da chuva nesta região, que está situada na margem da área de impacto das monções asiáticas. A região recebe menor quantidade de chuvas quando a monção é suave e mais chuva quando os ventos são fortes, explicam os pesquisadores em artigo publicado recentemente na Science.
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