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Torre Eiffel
As principais exposições universais do século 19 e alguns dos seus legados são: Palácio de Cristal, projeto do Canal de Suez e prensas hidráulicas (Londres 1851); telefone de Graham Bell e máquina de escrever Remington (Filadélfia 1876); construção da Estátua da Liberdade e máquina de costura ( Paris 1878); Torre Eiffel, que servia de entrada para a exposição, (Paris 1889).
No século 20 as exposições universais passaram a ter caráter mais cultural e formador, em lugar de concepção comercial e mercantil que caracterizavam as exposições do século anterior. As exposições universais de hoje têm como principal objetivo a interação entre países possibilitando o cruzamento e a troca de conhecimento entre povos com valores e estilos de vida diversos.
Em 1931, as exposições mundiais e universais passaram a ser administradas, promovidas e reguladas pelo BIE, organismo criado pela Convenção Internacional de 22 de novembro de 1928, em Paris. Essa instituição intergovernamental tem a representação de 160 países que elegem as cidades-sede e regulamentam a periodicidade, aspectos legislativos e financeiros dos eventos.
No século 20 destacaram-se exposições universais realizadas em Bruxelas (1958), Montreal (1967), Osaka (1970) Sevilha (1992) e Portugal (1999). Em Portugal deixaram um importante legado de revitalização de área degradadas da cidade de Lisboa.
Em 2010, a prefeitura paulistana participou com um estande mostrando soluções como Cidade Limpa e Inspeção Ambiental na Exposição Universal de Xangai, evento com 75 milhões de visitantes ao longo de seis meses. Um dos importantes impactos dessas mostras reflete-se nas cidades-sede que se beneficiam de um importante legado de revitalização de áreas degradadas, melhoria e transformação do transporte urbano, com crescimento de linhas de metrô e ônibus, e projetos de recuperação e preservação ambiental. A revitalização, adequação e preservação de áreas urbanas são, portanto, fatores fundamentais no conjunto de benefícios que uma exposição internacional poderá trazer para a cidade de São Paulo. A última delas foi realizada em Xangai e teve a participação de 190 países, 50 organizações internacionais e 73 milhões de visitantes. Se São Paulo for escolhida para cidade-sede da Expo 2020, a expectativa é que ataria entre 25 milhões a 30 milhões de visitantes.
Mudanças estrutuais
Na defesa da sua candidatura, a prefeitura paulistana apresentou como principal argumento os crescentes índices de desenvolvimento humano e de qualidade de vida dos brasileiros e paulistanos, resultado de políticas públicas inovadoras e sustentáveis voltadas para a redução das desigualdades sociais. O tema da Expo 2020 pretende estimular a criação de instituições públicas e privadas participantes, de projetos de inovação, novas políticas sociais e econômicas, programas de combate às mudanças climáticas, políticas ambientais, novos sistemas de produção e distribuição de energia e projetos para soluções em infraestrutura. Com isso, a Expo 2020 deixará também um legado histórico na área educacional, cultural e política para os futuros estilos de vida das novas gerações. O tema central e os subtemas estão baseados na busca por oportunidades dos principais setores da atividade humana visando o crescimento sustentável e harmonioso.
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