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| PAVOR: Pesquisadores discordam quanto à natureza e causa do medo. |
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O que é mais assustador, uma cobra venenosa serpenteando em sua direção numa trilha, ou observar uma queda de mil pontos na bolsa de valores? Embora os dois acontecimentos possam provocar medo, pesquisadores discordam sobre a natureza e a causa dessas emoções.
“Ver a bolsa despencar mil pontos, é a mesma coisa que observar uma cobra”, avalia Joseph LeDoux, professor de neurociência e psicologia do Centro para a Neurociência do Medo e Ansiedade, da New York University. “Medo é uma resposta para estímulos imediatos. A sensação de vazio no estômago, a aceleração do coração, as palmas das mãos suadas, o nervosismo ─ são evidências de que seu cérebro está respondendo, de uma forma pré-programada, a uma ameaça muito específica.” LeDoux complementa: “Como nossos cérebros são programados para serem estruturalmente semelhantes, podemos assumir nossas sensações diante de ameaças são semelhantes.”
O medo afeta diferentes espécies de modo semelhante. “Viemos ao mundo sabendo como ter medo, pois nosso cérebro evoluiu para lidar com a natureza,” avalia LeDoux, observando que os cérebros de ratos e humanos respondem de maneiras semelhantes a ameaças, ainda que de naturezas distintas.
Para outros pesquisadores o medo é uma experiência muito pessoal. Enquanto algumas pessoas ficam apavoradas ao assistir a um filme de terror, outras podem ficar com muito mais medo ao se encaminharem para seus carros, em um estacionamento escuro, depois de assistir ao filme. |