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O Último Verme

Uma temida doença tropical está próxima da erradicação

R. Douglas Fields
©Anton Novik/ Shutterstock
Um parasitaque atormenta a humanidade desde a Antiguidade está próximo de se tornar a segunda doença humana erradicada. “Estamos nos aproximando do fim do último verme-da-guiné que viverá na Terra”, declarou o ex-presidente americano Jimmy Carter (o Carter Center liderou o trabalho de erradicação).

Ao contrário do programa de erradicação da pólio, a missão de eliminação do verme-da-guiné não foi acompanhada pelo público. Afetando algumas das mais pobres e remotas comunidades da África – 97% dos casos estão no Sudão do Sul –, o verme-da-guiné é uma infecção parasítica provocada pelo nematoide Dracunculus medienensis. Essa é a única doença transmitida unicamente por ingestão de água e os humanos são seu único hospedeiro, relata James Hughes, professor de medicina e saúde pública da Emory University. A doença se espalha quando os aldeões consomem água com pulgas que abrigam as larvas do verme-da-guiné. Essas larvas chegam à maturidade dentro do organismo humano e emergem depois de um ano como vermes completamente desenvolvidos, com comprimento entre 61 e 91 cm, que geralmente saem pela perna ou pelo pé. É um processo muito doloroso e as pessoas normalmente colocam o membro afetado na água para aliviar a sensação de queimação, o que faz o ciclo recomeçar.

Desde 1986 grupos como o Carter Center distribuem filtros de tecido aos aldeões e ensinam aos moradores sobre como não espalhar a infecção. Eles também usam seletivamente o Abate (um larvicida) para controlar as pulgas na água potável.

Até agora os esforços resultaram numa diminuição de 99% nas infecções, segundo Sharon Roy, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Em 1986 havia 3,5 milhões de casos; 1.060 em 2011 e apenas cinco nos primeiros meses de 2012.
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