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Os órix-da-arábia não estão mais em risco de extinção

Nova atualização da lista vermelha da IUCN atribui novos status a algumas espécies ameaçadas

John Platt
Cortesia da IUCN
A última atualização da Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas inclui uma vitória relevante: O órix-da-arábia (Oryx leucoryx) foi passado da categoria “ameaçado de extinção” para “espécie vulnerável”. Isso é um grande feito, porque a espécie foi extinta em estado selvagem há apenas algumas décadas. O último órix-da-arábia selvagem morreu em 1972. Desde aquela época, esforços intensos de conservação e de reintrodução da espécie aumentaram sua população selvagem para mais de 1.000 indivíduos.

Essa é a primeira vez que uma espécie, uma vez listada como extinta, foi passada da categoria em perigo (onde o órix foi listado em 1986) para uma espécie vulnerável (sem muitos riscos).

Uma vez presente em todo o Oriente Médio, os órixs-da-arábia foram a espécie mais caçada nos séculos 19 e 20. Os únicos animais que permaneceram vivos estavam em jardins zoológicos. Após a criação em cativeiro, as reintroduções começaram em 1982. A espécie foi reintroduzida na Arábia Saudita, Israel e Emirados Árabes.

"Ter trazido o órix-da-arábia de volta da beira da extinção é um grande feito e uma verdadeira história de sucesso de conservação, esperamos que esse fato seja repetido muitas vezes com outras espécies ameaçadas", comemora Razan Khalifa Al Mubarak, diretor geral da Agência de Meio Ambiente de Abu Dhabi. "É um exemplo clássico de como dados da Lista Vermelha da IUCN podem alimentar ações de conservação e produzir resultados tangíveis e bem sucedidos."
Outras espécies menos conhecidas também mudaram de posição na lista da IUCN, graças a biólogos e veterinários engajados em projetos de conservação.

"É extremamente importante que continuemos avançando com pesquisas de espécies pouco conhecidas, pois sem dados suficientes, não podemos determinar o risco de extinção e, portanto, não podemos desenvolver ou implementar ações efetivas de conservação que possam impedir que a espécie desapareça por completo", alerta Jane Smart, diretora do Programa Global de Espécies da IUCN.