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FLICKR/MAESEJOSE |
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| Cuidado com o atum. Estudo recente mostra que o mercúrio está se espalhando mais do que supunha pelas águas dos oceanos. |
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O estudo mostra, pela primeira vez, a relação entre as emissões globais de mercúrio e a contaminação de atum e outros tipos de vida marinha no oceano Pacífico Norte.
A pesquisa realizada pelo Serviço de Levantamento Geológico (USGS, na sigla em inglês) documenta a formação de metilmercúrio ─ uma forma altamente tóxica de mercúrio ─ que se acumula rapidamente na cadeia alimentar em níveis que podem provocar sérios danos à saúde de pessoas que consomem frutos do mar. Cientistas já sabem que o mercúrio depositado da atmosfera pode ser transformado em metilmercúrio, mas os estudos se restringiram apenas à transformação em si.
O USGS mostrou que o metilmercúrio é produzido em profundidades médias das águas oceânicas, por um processo ligado à “chuva do oceano”. Algas, produzidas em águas superficiais, que recebem luz solar, morrem rapidamente e “se precipitam” oceano abaixo. Essas algas são decompostas por bactérias e a interação do processo de decomposição com o mercúrio forma o metilmercúrio.
Com a propagação dos elos da cadeia alimentar, predadores como o atum são contaminados pelo metilmercúrio contido nos peixes que consomem.
O estudo revelou a importância do longo alcance da movimentação do mercúrio no oceano que se origina no oeste do Pacífico, ao longo da costa da Ásia, avalia David Krabbenhoft, cientista do USGS e co-autor do estudo. |