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Pequenas maravilhas

Microscopia de óptica revela maravilhas ocultas no mundo natural 

Kate Wong
  • CÉLULAS DO ALOÉ: o botânico Anatoly I. Mikhaltsov do Centro Biológico e Ecológico da Criança, em Omsk, Rússia, estudava a anatomia da Aloe erinacea, espécie ameaçada endêmica na Namíbia, quando captou esta imagem de células da planta (em azul) que secretam o componente aloína na seiva gelatinosa que verte quando uma folha é cortada – usando uma técnica de coloração desenvolvida por ele. O aglomerado de células tem 300 mícrons de largura. 
  • ASTRÓCITOS DA RETINA: a tessitura de células da retina de um camundongo revela uma rede em teia de astrócitos (em preto), que equilibra a quantidade de íons e de água no espaço ao redor dos neurônios (em laranja) e de seus axônios (em verde). Os braços do envoltório de astrócitos ao redor de vasos sanguíneos, que aparecem como “estradas” verticais pretas, criam uma barreira física e química que determina quais moléculas atingem os neurônios. A neurobióloga Alejandra Bosco, da University of Utah, produziu esta imagem da retina, que tinha 0,1 mm por 5 mm quando achatada, como parte de sua pesquisa sobre o papel dos astrócitos em doenças como o glaucoma. 
  • REPRODUÇÃO DE DIATOMÁCEAS: a diatomácea marinha Rhizosolenia setigera sofre divisão binária, um tipo de reprodução assexuada, na qual uma célula-mãe se divide em duas células-filhas. As estruturas douradas são cloroplastos, órgãos que realizam a fotossíntese. O envoltório claro do organismo é composto de vidro de sílica. O diletante Wolfgang Bettighofer de Kiel, Alemanha, sobrepôs 15 quadros de microfotografias para criar a imagem, que mostra cerca de 300 mícrons de células recém-divididas.
  • ASA DE BORBOLETA: a beleza abstrata de uma asa de borboleta é revelada nesta imagem por Sahar Khodaverdi, mestranda em botânica na Universidade de Tabriz, no Irã. Essas asas são cobertas de escamas delicadas. A cor e o brilho furta-cor surgem tanto dos pigmentos nas escamas quanto da forma como a luz interage com a nanoestrutura dessas escamas. 
  • ESPORÂNGIOS DE SAMAMBAIA: examine a parte de baixo de uma folha de samambaia e poderá encontrá-la coberta de pontos escuros conhecidos como soros. Cada soro é composto de aglomerados de estruturas denominadas esporângios que contêm esporos para reprodução. Aqui esporângios da samambaia Polypodium virginianum (estruturas multicoloridas) se misturam com os pelos especializados denominados paráfises (vermelho), que conforme se acredita protegem os esporos das condições atmosféricas. Igor Siwanowicz, neurobiólogo do câmpus Howard Hughes Medical Institute em Ashburn, Virgínia, visualizou o aglomerado, que mede cerca de 1 mm de diâmetro, usando os mesmos corantes fluorescentes que aplica em animais invertebrados. 
  • EMBRIÃO DE PEIXE-ZEBRA: Karen W. Dehnert, Scott T. Laughlin, Holly Aaron e Carolyn R. Bertozzi, da University of California, Berkeley, conseguiram esta imagem de um embrião vivo de peixe-zebra, com 19 horas de idade (acima), usando ampliação 10 × ao estudar como a distribuição de uma classe de hidratos de carbono contendo um açúcar conhecido como fucose se altera durante o desenvolvimento. A adição de fucose a certas moléculas é essencial para o desenvolvimento embrionário adequado. 
  • PENUGEM EM FOLHA: penugem em forma de estrela cobre as folhas do arbusto ornamental Deutzia scabra (à esq.). O pelo, que mede cerca de 0,25 mm de largura, defende-a contra animais, vento, geada e radiação ultravioleta. No Japão, marceneiros usam as folhas abrasivas para polimento fino. Para conseguir focar essa penugem densa de alturas diferentes, o microfotógrafo autônomo Steve Lowry fotografou várias imagens com focos diferentes e depois juntou a informação focada usando um programa de computador para compor uma imagem única. 
  • LAGARTA DE LIMACODIDAE: em uma segunda micrografia feita por Siwanowicz (ao lado), uma lagarta de Limacodidae prepara seu envolvimento no casulo de seda, última fase de metamorfose para a forma adulta de mariposa. Seus olhos simples têm seis lentes na forma de cúpula. Em contraste, os adultos têm olhos compostos grandes multifacetados. Para compensar a visão deficiente proporcionada pelos olhos simples, as lagartas estão cobertas de receptores para outros sentidos. A cabeça da lagarta tem cerca de 0,5 mm de diâmetro.