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Primeira noite do Pint of Science teve palestra com autores de artigo sobre o Zika vírus publicado na Nature

Wagner Montor

A primeira edição do Pint of Science - um brinde à ciência em São Paulo aconteceu na noite de ontem. O evento, que nasceu em 2013 da ideia de alunos de pós graduação e pós doutorado, tem como objetivo promover debates informativos e descontraídos para aproximar o público geral das grandes descobertas e debates científicos de maneira didática, acessível e divertida. No Pint of Science, os cientistas saem de seus laboratórios para palestrarem em ambientes agradáveis como cafés, bares e restaurantes, levando para as rodas de conversa os tópicos científicos do momento.

Todos os que forem às palestras poderão se inscrever para uma assinatura digital de três meses de Scientific American Brasil sem custos, através de um endereço de email que é fornecido durante o evento.

Um dos restaurantes participantes na capital paulista, o Tartar&Co, recebeu a presença de Jean Pierre Peron, professor doutor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, para falar sobre o Zika vírus, e de Alicia Kowaltowski, professora titular do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP, para debater sobre o metabolismo.

Peron apresentou e explicou o mais recente estudo do qual fez parte, publicado há pouco na renomada revista Nature, no qual demonstra como o Zika vírus causa, de fato, microcefalia em bebês. Além disso, contou também um breve histórico do vírus, suas diferentes linhagens e os prejuízos, para além da microcefalia, que ele pode causar em humanos. Já Kowaltowski, baseando-se em sua própria obra, “O que é metabolismo”, tratou de explicar esse conceito, seu funcionamento, o motivo pelo qual alguns possuem um metabolismo acelerado e outros um lento e desvendou o mistério das pessoas que comem de tudo e, ainda assim, jamais ganham peso.

Para Natalia Pasternak, uma das organizadoras, o intuito de realizar o evento em um bar ou restaurante, com uma linguagem mais simples e acessível, é justamente fazer com que as pessoas leigas realmente entendam, absorvam e perguntem sem sentir vergonha de errar ou de serem julgados como menos inteligentes, além de aproximar o palestrante. Assim, ela diz, há mais identificação. “Hoje é nossa primeira edição aqui em São Paulo, então ainda estamos sentido. Por exemplo, sinto que a primeira palestra foi um pouco mais técnica do que a segunda e suspeito que parte do público seja especializada também. O que queremos é que todos, e principalmente o público leigo, se aproxime. Estamos com a casa cheia em todos os lugares de São Paulo que estão recebendo o evento,” afirma Pasternak.

O Pint of Science continua hoje e amanhã, em diversos locais de São Paulo e em outras seis cidades. Para conhecer os restaurantes participantes e os assuntos que serão tratados com cada um deles, acesse a programação completa em http://posbrazil.wix.com/posbrazil#!programacao/c1y9y.

 

Isabela Augusto