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Protetores solares menos agressivos

Dicas para escolher filtro solar eficiente contra os raios UV e sem substâncias químicas perigosas

Bettina Engelbrecht
Testes realizados pelo Grupo de Trabalho Ambiental (EWG) mostraram que a maioria dos protetores não oferece proteção adequada contra os raios ultravioleta do sol e podem ainda conter produtos químicos perigosos. Felizmente, existem atualmente no mercado protetores mais eficazes e seguros, que podem ser encontrados em farmácias de manipulação e lojas especializadas.
Um pouco de sol é importante para ajudar o corpo a produzir vitamina D, um suplemento importante para o fortalecimento dos ossos, e para os níveis de serotonina e triptamina, neurotransmissores que mantêm nossos ciclos de humor e de sono/alerta em equilíbrio. No entanto, como sempre acontece, sol em excesso pode causar problemas de saúde, de queimaduras a câncer de pele. Para pessoas que passam mais tempo ao sol que o recomendado pelos médicos – evitar tomar sol entre 11 e 15 horas – os protetores solares podem ser um salva-vidas.

Tomar sol em demasia faz mal à saúde por causa da radiação ultravioleta, 90% dela chega na forma de raios ultravioleta A (UVA) que não são absorvidos pela camada de ozônio e penetram profundamente em nossa pele. Os raios ultravioletas B (UVB) são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio ─ o que torna a preservação da camada de ozônio fundamental para a saúde ─ mas por não penetrarem tão profundamente na pele, produzem queimaduras avermelhadas. Cânceres de pele podem ser produzidos pelos dois tipos de raios.
Ainda que a maioria dos filtros solares ofereça uma proteção mínima à radiação UVB, muitos não fornecem proteção alguma contra os raios UVA, tornando o seu uso um risco à saúde. De acordo com a organização sem fins lucrativos Grupo de Trabalho Ambiental (EWG, em inglês), grande parte dos filtros solares disponíveis no mercado não oferece proteção adequada contra a ação nociva da radiação UV e ainda pode conter substâncias químicas pouco seguras.

Cerca de 84% dos 831 protetores testados pelo EWG não passaram nos testes de qualidade para a saúde e meio ambiente. Muitos deles continham substâncias químicas potencialmente prejudiciais como benzofenona, homosalate e octilmetoxicinamato (também chamado octinoxato), conhecidas por simular hormônios naturais do corpo e dessa forma alterar o funcionamento dos órgãos. Alguns ainda continham padimato-0 e parsol 1789 (também conhecido como avobenzona) que são suspeitos de causar alterações no DNA quando expostos ao sol. Além disso, o EWG descobriu que mais da metade dos protetores solares à venda no mercado fazem afirmações enganosas sobre a durabilidade, resistência à água e proteção aos raios UV do produto.

Em vista disso, o EWG apelou para que a Agência Americana de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA) estabelecesse padrões de rotulagem que garantissem aos consumidores as informações adequadas sobre os produtos que estão comprando. Enquanto isso, consumidores que desejarem saber qual a classificação de sua marca preferida podem consultar o banco de dados sobre a pele no EWG on-line, que compara milhares de produtos de saúde e beleza em relação aos padrões de saúde e meio ambiente.

A boa notícia é que muitas indústrias farmacêuticas agora estão oferecendo protetores mais confiáveis elaborados de forma artesanal à base de plantas ─ fitoprotetores ─ e ingredientes derivados de minerais sem aditivos químicos. Esses produtos podem ser encontrados em farmácias de manipulação e lojas de produtos naturais ou pela Internet.