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Qual o próximo passo para a nova turma de astronautas da NASA?

Uma dúzia de novos candidatos foram escolhidos a partir de mais de 18 mil pessoas. Agora o trabalho real começa

Robert Markowitz/NASA
A Nasa deu as boas-vindas a uma dúzia a mais de pessoas na sua família de astronautas, mas esses novos integrantes ainda não estão preparados para ir ao espaço.

Na quarta-feira, 7 de junho, a agência revelou sua turma de 2017 de astronautas - sete homens e cinco mulheres escolhidos de um grupo inicial recorde de 18.353 candidatos. (Anteriormente, o maior número havia sido de 8 mil candidatos em 1978, de acordo com funcionários da Nasa.)

Os 12 novos candidatos a astronautas (ou “ascans”, na linguagem da Nasa) não se tornarão astronautas de pleno direito até completar dois anos de treinamento. Esse trabalho, que começa em agosto, será diverso e rigoroso.

Os recém-chegados aprenderão, por exemplo, tudo sobre a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e seus vários sistemas. Eles vão praticar caminhadas espaciais em uma piscina gigantesca no Centro Espacial Johnson (JSC, na sigla em inglês) da Nasa em Houston, no Texas, e simular atracação de naves com o enorme braço robótico do laboratório em órbita.

O principal parceiro da Nasa na ISS de US$100 bilhões é a agência espacial federal da Rússia, então os candidatos também precisarão aprender russo. Além disso, eles aprenderão a pilotar jatos supersônicos T-38 para ajudá-las a se preparar para o rigor do voo espacial, disseram funcionários da Nasa.

Quando o treinamento terminar, os recém-forjados pilotos espaciais entrarão na fila para uma viagem à fronteira final. (Atualmente, existem 44 membros ativos, ou elegíveis para voo, no corpo de astronautas da Nasa.) Enquanto espera sua vez, a turma de 2017 receberá “tarefas técnicas” no Escritório de Astronautas do JSC.

"Os deveres técnicos podem variar desde apoiar missões atuais em papéis como CAPCOM no Controle de Missão, até aconselhar sobre o desenvolvimento da futura nave espacial", disseram funcionários da Nasa respondendo às perguntas mais frequentes sobre a nova turma de astronautas. (CAPCOM é abreviação de “Capsule Communicator” - Comunicador de Cápsula - e refere-se a um indivíduo no Controle da Missão que se comunica diretamente com os membros da equipe no espaço.)

Quando a espera terminar, a turma de 2017 pode receber a missões a bordo de qualquer uma das quatro diferentes naves espaciais, acrescentaram funcionários da Nasa: a ISS, a cápsula Starliner CST-100 da Boeing, a cápsula DragonX da SpaceX ou o veículo Orion da Nasa.

A Starliner e a Dragon estão sendo desenvolvidas para transportar astronautas americanos para a ISS e trazê-los de volta, sob contratos de bilhões de dólares da Nasa. Tanto a Boeing quanto a SpaceX pretendem iniciar voos de testes tripulados no ano que vem. Quando as cápsulas privadas estiverem funcionando totalmente, irão acabar com a dependência dos americanos da nave espacial russa Soyuz para fornecer esse serviço de transporte.

A Nasa está desenvolvendo a Orion, juntamente com um enorme foguete chamado Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), para ajudar a levar astronautas para Marte e a outros destinos no espaço profundo. A Orion foi ao espaço uma vez, em um voo de teste sem tripulação à órbita terrestre em dezembro de 2014, lançada no topo de um foguete Delta IV Heavy da United Launch Alliance.

O SLS e a Orion estão programados para lançarem juntos pela primeira vez em 2019 e um voo chamado Missão de Exploração 1 (EM-1), o qual enviará a Orion, sem tripulação, em uma jornada de três meses ao redor da Lua. O primeiro voo tripulado da dupla acontecerá, no mínimo, 33 meses após a EM-1, segundo representantes da Nasa.

Um dos 12 novos candidatos "pode ser aquele que dára o próximo salto gigante e icônico e dirá palavras semelhantes as quais Neil Armstrong disse quando pisou na Lua, trazendo toda a família da Nasa, e o mundo inteiro, com ele" disse o atual chefe da Nasa, Robert Lightfoot, durante uma conferência de imprensa na quarta-feira. "Isso é o que o futuro é para essas pessoas, e é muito, muito emocionante quando pensamos nisso."


Mike Wall,
SPACE.com

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